Cardiologia

 

Embora o organismo humano se adapte ao ambiente, não é difícil mensurar como os fatores externos interferem diretamente quando o assunto é a nossa saúde. Isso é facilmente notado em patologias relacionadas ao aparelho respiratório que, geralmente, aparecem com mais frequência nas mudanças bruscas de temperatura.

Quando se trata de doenças que atinjam o sistema respiratório, esses sintomas são facilmente percebidos, mas e quando esses problemas não apresentam sintomas aparentes? Estudos realizados tanto no Brasil quanto em alguns países da Europa, notaram que há relação entre as baixas temperaturas e a quantidade de mortes por problemas cardiovasculares. De acordo com dados divulgados pela American Heart Association, por exemplo, o inverno traz um aumento entre 20% e 25% no número de casos de doenças cardíacas.

Já segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, as doenças cardiovasculares estão entre as maiores causas de morte no país e, com o inverno, esse número tende a aumentar, por isso é fundamental que ao menor sintoma, como uma simples dor no peito, o paciente procure um cardiologista – ele poderá identificar os sintomas e tratá-los antes que a doença se desenvolva, trazendo o risco de um possível ataque cardíaco.

Queda de temperatura e a relação com as mudanças metabólicas

Por causa do frio, o sistema cardiovascular fica sobrecarregado, já que para manter a temperatura do nosso corpo, ele precisa trabalhar mais. Essa sobrecarga pode acarretar no aumento da frequência cardíaca e do estreitamento dos vasos sanguíneos.

Por conta disso o fluxo sanguíneo até o coração também pode ser comprometido, gerando um possível quadro de isquemia – que se caracteriza pela falta de circulação de sangue nas artérias coronárias, gerando dor no peito (sintoma também conhecido como angina). Nos casos mais graves o paciente pode ser acometido por um ataque cardíaco ou por acidentes vasculares cerebrais, condições que podem ser fatais.

Popularmente conhecido como choque térmico, a mudança brusca de temperatura pode causar severas alterações cardíacas, principalmente nos pacientes que já tenham problemas circulatórios (como hipertensão, diabetes, aterosclerose, entre outros), com idade acima de 65 anos, fumantes e que tenham problemas respiratórios graves, que podem ser agravados pelas infecções virais da estação.

Quais são as causas

Isso acontece porque quando o corpo humano é exposto às baixas temperaturas, os receptores presentes na pele são estimulados a enviar informação ao cérebro, que libera adrenalina e noradrenalina, hormônios responsáveis por contrair os vasos sanguíneos.

Como o organismo precisa trabalhar mais para manter o ritmo, essa sobrecarga faz com que ocorra uma importante alteração no calibre dos vasos, principalmente das artérias, responsáveis por fazer o sangue circular até o coração.

Para as pessoas que já sofrem com doenças cardíacas, o estreitamento desses canais de circulação sanguínea pode gerar uma ruptura de placas de aterosclerose no interior das artérias que irrigam o coração. Nesse processo, as plaquetas do sangue tentam cicatrizar essa área exposta da artéria e facilitam a formação de coágulos, ocasionando o ataque cardíaco. A mesma alteração pode acontecer nas artérias cerebrais. Mesmo que não haja ruptura, só o fato da formação de um coágulo já é capaz de desencadear a dor no peito.

Prevenção de doenças no inverno

Evitar a doença antes que ela ocorra é sempre a melhor prevenção. Por isso é importante ter certos cuidados, principalmente se o paciente tem ou já teve algum tipo de doença cardíaca. Primeiramente, ele deve consultar periodicamente um cardiologista.

Outras medidas que podem ser tomadas para evitar as doenças cardiovasculares são:

- Quem tem 60 anos ou mais precisa se proteger do inverno, principalmente nos períodos mais rigorosos;

- Portadores de doenças metabólicas também devem se proteger e, principalmente, evitar situações de choque térmico;

- Vacinar-se contra a gripe também ajuda a prevenir infartos no inverno. Por isso, é importante manter as vacinas em dia.

Identificando e tratando as doenças precocemente

Quando se trata de um órgão tão importante como o coração, quanto antes a doença for identificada, menores serão os riscos. Para identificar os sintomas, o paciente deverá procurar o auxílio de um cardiologista que irá detectar as possíveis causas e excluir a presença de outras doenças.

Para comprovar o diagnóstico, o médico poderá submeter o paciente a exames de imagem como:

- Eletrocardiograma (avalia arritmia / isquemia);

- Ecocardiograma (visualiza o coração, seu tamanho e seus movimentos através da ultrassonografia);

O médico também poderá solicitar que o paciente realize um teste de estresse com a função de monitorar o grau de comprometimento da circulação durante o esforço ou estresse.

Ele pode, ainda, optar pela tomografia do coração, exame sem contraste que avalia a quantidade de placas de gordura no coração e futuramente pela angiografia coronária, exame que avalia o interior das artérias do coração. Caso seja encontrada alguma anormalidade, o médico especialista irá submeter esse paciente a um tratamento o mais rápido possível.

É importante que o paciente narre todos os sintomas ao médico. Eles serão fundamentais para detectar as causas e as possíveis patologias cardíacas relacionadas ao frio.

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