Cardiologia

O que é angina?

Sentir forte dor no peito para muitos pode ser o indicativo de uma doença séria que pode matar em minutos: o infarto. Entretanto, esse sintoma pode apontar para outra característica séria que também pode ser fatal e merece atenção e acompanhamento médico: a angina.

Ela não se caracteriza por ser propriamente uma doença, mas é um sinal de que o sistema cardíaco não está funcionando como deveria. Conhecer e saber identificar esse sinal de forma precoce pode resultar na eficácia do tratamento, fazendo com que o paciente obtenha melhores resultados.

A angina ocorre quando a irrigação do fluxo sanguíneo e oxigênio não são suficientes para abastecer o organismo fazendo com que, com o passar dos anos, ela tenda a se agravar. Isso faz com que os episódios de dor no peito aumentem e a resposta ao repouso e tratamento diminua, se não for tratada e acompanhada por um especialista. Existem três tipos de angina: angina estável, angina instável e angina variante.

Esses sintomas geralmente são “avisos” de que o corpo não está bem e que o paciente precisa ser direcionado para o tratamento adequado. Eles costumam acometer pessoas com 50 anos ou mais e devem ser tratados com urgência, pois podem evoluir para quadros como infarto, parada cardíaca e doenças cardiovasculares.

Quais são as causas?

Tudo acontece por causa do estreitamento das artérias, que impede o fluxo sanguíneo de fazer o caminho natural sem que haja obstrução. Dessa forma, a irrigação de todo o corpo demanda um esforço muito maior do coração e, por causa disso, acontecem as dores. Uma das causas mais comuns para o surgimento dos sintomas é aterosclerose (acúmulo de partículas de gordura na parede das artérias).

Outras causas podem ser ainda, compressão das artérias por algum órgão localizado próximo a elas, inflamações ou infecções e doenças nas válvulas cardíacas, que comprometem a capacidade de irrigação sanguínea e bombeamento do músculo cardíaco.

Fatores de risco

Existem algumas doenças e hábitos praticados no cotidiano que podem tornar o paciente propenso a sofrer com os sintomas da angina. São eles a obesidade, a hipertensão arterial, a diabetes, tabagismo, ser sedentário, e ingerir alimentos ricos em gordura e colesterol. Fatores como hereditariedade também contribuem para adquirir os sintomas.

Sintomas Comuns

No geral, os sintomas que afligem os pacientes são os incômodos causados pela pressão do bombeamento sanguíneo e a forte dor no peito. Elas podem ser acompanhadas por fadiga, falta de ar, dificuldade para praticar atividades físicas e tontura. Os sintomas, no entanto, podem variar conforme a os tipos de angina que são identificados.

A angina estável pode ocorrer sempre que há uma alteração no ritmo dos batimentos cardíacos, fazendo com que o coração trabalhe de forma mais intensa. Esses sintomas podem acontecer quando o paciente é submetido a atividades físicas, situações estressantes e exposto a baixas temperaturas. O esforço realizado para que ocorra um episódio de angina varia de pessoa para pessoa. O incomodo causado pela pressão da dor fica localizado no centro do peito, um pouco acima do tórax e pode irradiar para os braços, costas, pescoço e, inclusive, para as mandíbulas. Os episódios de dor tendem a passar em alguns minutos, sendo necessário que o paciente fique em repouso.

Já a angina instável acomete o paciente de forma repentina e as dores aparecem sem que haja um gatilho específico ou causa aparente. Ao contrário do que acontece na angina estável, quando o paciente entra em estado de repouso, as dores persistem. É preciso ficar atento com esse tipo de angina, porque ela pode acontecer antes de um ataque cardíaco e é acompanhada por sintomas como aperto, queimação na região torácica, enjoo, suor e falta de ar. Os episódios de dor costumam durar mais do que 20 minutos nesse caso.

O tipo mais raro é denominado cientificamente como Angina de Prinzmetal, a angina variante. Ela é causada por espasmos de uma das artérias coronárias (mesmo sem o acúmulo de gordura para a obstrução das artérias) o que causa estreitamento temporário quando o paciente fica em repouso. Nela, as dores acometem a região peitoral e é mais comum no período noturno ou logo pela manhã. Esse tipo de angina é, na maioria das vezes, muito grave.

Como diagnosticar

Ao vivenciar os sintomas o paciente deverá procurar o auxílio de um cardiologista que irá detectar as possíveis causas, excluindo outras doenças. Para comprovar o diagnóstico, o médico poderá submeter o paciente a exames de imagem como raio-X do tórax, exames de sangue, eletrocardiograma (para perceber se o fluxo de sangue está ou não sendo interrompido), ecocardiograma (em que ondas sonoras são emitidas conforme os batimentos cardíacos, formando a imagem do coração e ajudando a identificar áreas com pouco fluxo sanguíneo).

Além destes exames, o médico também poderá aplicar um teste de estresse que monitora a pressão arterial conforme o exercício que o paciente está fazendo. Sugere-se também fazer a angiografia coronária que permite, por meio de contraste, que os vasos sanguíneos sejam visualizados nas radiografias.

Tratamento dos sintomas

O tratamento deve ser feito de acordo com a gravidade e tipo de angina que o paciente desenvolveu. Na angina estável, o paciente deve permanecer em repouso e poderá usar medicamento conforme recomendação médica. Os episódios de dor intensa costumam durar entre 5 a 10 minutos. Se os sintomas persistirem após esse período o paciente deverá ser encaminhado com urgência ao pronto socorro.

Como já se trata de uma situação de caráter emergencial, o tratamento da angina instável inicial é feito no pronto socorro com medicamentos para melhorar o fluxo sanguíneo, diminuir a formação de coágulos e normalizar a pressão arterial.

Na angina variante o tratamento feito sobre orientação do cardiologista e pode utilizar medicamentos e até intervenções cirúrgicas para retenção dos sintomas.

Em todos os casos é recomendado que o paciente procure levar uma vida mais saudável praticando exercícios, conforme recomendação médica, ingerindo alimentos com menor quantidade de sal, gordura e açúcar. É importante também que o paciente, em nenhum caso, se automedique.

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