Cardiologia

 

O que é a cardiomiopatia?

A cardiomiopatia é gerada por uma inflamação do músculo cardíaco que, por causa dessa condição, se torna ampliado, esticado e fraco. O termo que denomina a patologia é referente ao desgaste progressivo da estrutura e da função das paredes musculares das câmaras do coração, tornando impossível o cumprimento da tarefa de bombear sangue, que acaba sendo insuficiente para a irrigação de outras áreas do corpo, gerando insuficiência cardíaca. Essa condição pode ser adquirida ao longo dos anos, ou hereditária.

Na maioria dos casos, a rotina dos pacientes afetados por essa condição é quase inalterada, fazendo com que eles consigam levar uma vida praticamente normal. Já nos casos mais críticos, pode ser necessária a realização de um transplante de coração. Estatisticamente, são relatados mais de dois milhões de casos por ano somente no Brasil. De um modo geral, os casos de miocardiopatia podem durar anos ou até mesmo a vida inteira.

Tipos de cardiomiopatia

Os principais tipos da doença são: cardiomiopatia hipertrófica; cardiomiopatia restritiva; cardiomiopatia dilatada; e cardiomiopatia do ventrículo direito. Abaixo falaremos um pouco mais sobre as características de cada uma delas.

Na cardiomiopatia hipertrófica, o que acontece é a ampliação das células musculares. Uma das consequências disso é que as paredes do órgão ficam mais espessas e bloqueiam o fluxo de sangue.

A cardiomiopatia restritiva torna o coração duro e rígido. Isso acontece por causa da presença de um tecido anormal, semelhante ao tecido de uma cicatriz (também intitulado como tecido cicatricial), que substitui o músculo do coração saudável. Por causa desse enrijecimento, o coração não consegue bombear sangue, causando a diminuição do fluxo sanguíneo e, consequentemente, insuficiência cardíaca.

Um paciente acometido pela miocardiopatia dilatada não consegue ter a mesma quantidade de bombeamento sanguíneo de um coração saudável. Por isso, a dilatação do órgão faz com que o músculo do coração fique enfraquecido.

Os pacientes diagnosticados com cardiopatia arritmogênica do ventrículo direito tem um tipo mais incomum da patologia, que acontece quando o tecido muscular de apenas uma parte do coração é substituído pelo tecido de aparência cicatricial. A anomalia gera disfunção dos sinais elétricos do coração e provoca arritmia.

Quais são as causas da doença

Embora a maioria dos casos tenham causas desconhecidas, a miocardiopatia também pode ser causada por um conjunto de doenças. É possível notar alguns fatores que podem contribuir para o surgimento e agravamento da patologia. Entre eles estão:

- Hipertensão;

- Problemas pré-existentes nas válvulas cardíacas;

- Danos e restrições que possam ter afetado o coração de doenças anteriores;

- Aumento crônico da frequência cardíaca;

- Obesidade;

- Disfunções da tireoide;

- Diabetes e outros distúrbios presentes no metabolismo;

- Deficiência de nutrientes e vitaminas no organismo;

- Maus hábitos como o consumo de álcool em excesso, fumo e uso de drogas;

- Gravidez;

- Ter feito quimioterapia para tratamento de câncer;

- Infecções virais;

- Algumas doenças hereditárias;

- Hemocromatose (excesso de ferro no organismo).

Sintomas da cardiomiopatia

Nos estágios iniciais da doença, os pacientes geralmente não apresentam sintomas, mas conforme o quadro avança e se agrava, é provável que sintomas como falta de ar (o que pode ocorrer após algum tipo de esforço ou até mesmo em repouso); inchaço nos membros inferiores e no abdômen por causa da retenção de líquidos; tosse; fadiga; arritmia; palpitação e tontura sejam sentidos.

É importante que assim que for detectado algum sintoma, o paciente procure um cardiologista o mais rápido possível. Além de ser um órgão essencial para o funcionamento do corpo humano, vale lembrar que qualquer anormalidade que aconteça no coração, pode ser fatal.

Nos casos mais crônicos de cardiomiopatia, o paciente pode sofrer com dores na região torácica, desmaios e até morte súbita.

Como é feito o diagnóstico da doença

Após a constatação dos sintomas, o médico irá realizar o exame físico e poderá pedir alguns exames de imagem que irão ajudar na confirmação e indicarão o tratamento assertivo para cada caso. São eles: radiografia de tórax, ecocardiograma, eletrocardiograma, cateterismo cardíaco e biópsia, ressonância magnética (através dela é possível ter uma noção melhor da área afetada), além de exames de sangue.

Tratando a doença

O tratamento direcionado a cada paciente irá depender das doenças que forem identificadas e do grau de comprometimento do músculo cardíaco. A cardiomiopatia pode ser controlada por meio de medicamentos e tratamentos com o objetivo de amenizar sintomas sendo que, em alguns casos, eles podem ser atenuados apenas com a mudança radical no estilo de vida do paciente, não sendo necessária nenhuma intervenção cirúrgica.

Ações como parar de fumar; perder peso; se alimentar de maneira saudável (reduzindo a ingestão de álcool e de alimentos ricos em gorduras saturadas); e praticar exercícios regularmente são fundamentais, podendo salvar a vida de pacientes que sofrem com esse mal.

Dependendo do tipo de cardiomiopatia que o paciente tiver, os médicos podem optar pela utilização de um dispositivo que será implementado (da mesma forma que um desfibrilador cardíaco implantável), ou até mesmo por um transplante de coração.

Se não for tratada a tempo, a cardiomiopatia pode se agravar e acarretar outras em doenças (como insuficiência cardíaca); facilitar a formação de coágulos sanguíneos, causando entupimento de veias, artérias e até embolia pulmonar; gerar problemas nas válvulas cardíacas; e, na pior das hipóteses, causar morte súbita.

Rua Brigadeiro Gavião Peixoto, 389

Lapa - São Paulo - SP

CEP: 05078-000

Telefone principal / WhatsApp
(11) 3643-5833

Telefone alternativo
(11) 3832-9880