Cardiologia

cateterismo cardiaco

O que é?

As doenças cardíacas se caracterizam, na maioria dos casos, por serem silenciosas e fatais. Elas podem ser desencadeadas por diversos fatores, que vão desde uma doença previamente existente até o estilo de vida que o paciente está acostumado a ter. Ser fumante, sedentário e estar acima do peso, são algumas das características que podem favorecer o surgimento de placas de gordura que se acumulam ao longo dos anos. Muitas vezes o paciente só se dá conta de que algo grave está acontecendo quando a artéria já está quase totalmente comprometida, ou quando já passou por algum problema cardiovascular.

Mundialmente, a incidência de pacientes com problemas cardíacos vem se multiplicando ao longo dos anos. Em 2016, mais de 17 milhões de pessoas foram vítimas de ataques cardíacos e derrames. Somente no Brasil, cerca de 300 mil pessoas sofrem de infarto todos os anos e em 30% dos casos o ataque é fatal.

Nesse contexto, os exames que detectam doenças previamente são fundamentais para prevenção de situações que podem ser mais graves. O cateterismo cardíaco detecta a existência e a gravidade da obstrução nas artérias do coração, além de verificar se existe alteração no funcionamento da válvula e dos músculos cardíacos.

Ele se caracteriza por ser um método semi-invasivo que permite estudar o coração e os vasos sanguíneos que o irrigam sem a utilização de cirurgias. Com a realização do exame, as chances de complicações como AVCs, ataques cardíacos ou óbito são de um caso a cada mil exames realizados.

Como o exame é feito?

No cateterismo cardíaco (também conhecido como angiografia coronária), após ser aplicada a anestesia local é inserido um cateter (tubo de plástico pequeno, flexível e oco) em uma artéria ou veia do pescoço, braço ou virilha por punção. Em seguida, este cateter é direcionado pelos vasos sanguíneos principais até o coração por um equipamento especial de raio-x.

O procedimento pode demorar até uma hora, entretanto, a duração pode variar dependendo da facilidade ou não em se cateterizar o alvo. O procedimento é mais demorado, por exemplo, em pacientes que já foram submetidos a algum tipo de cirurgia como a revascularização do miocárdio.

Ele é de fundamental importância, por ser o único exame capaz de medir diretamente a pressão do sangue em cada câmara do coração e nos vasos sanguíneos principais que vão do coração para os pulmões. Além disso, ele pode medir a quantidade de sangue bombeada por minuto e, com isso, verificar a existência de defeitos congênitos.

Diversos instrumentos podem ser guiados pelo tubo até a extremidade do cateter. Por meio deles é possível medir a pressão sanguínea, obter imagens do interior dos vasos, coletar amostras de sangue, ou remover partes de tecido no interior do músculo para a realização de uma biópsia. Durante o exame o paciente recebe injeções de contraste iodado pelo cateter, tornando possível a melhor visualização das câmaras cardíacas.

O cateterismo pode ser realizado em conjunto com outras técnicas como a angioplastia coronariana, usada para desobstruir o vaso coronariano e pode ser realizada com um implante de stent (prótese metálica) ou apenas com o uso de um balão.

Quando o exame deve ser feito?

Esse tipo de procedimento é realizado quando os exames convencionais não fornecem a quantidade de informação necessária ou quando, realmente, é detectado um problema no coração ou nos vasos sanguíneos, ou se o paciente já manifesta sintomas. A principal vantagem da realização do cateterismo cardíaco é que durante a realização do exame, os médicos podem realizar o tratamento de várias doenças.

Em mais de 80% dos casos ele é indicado para o diagnóstico de doença arterial coronária, por ocorrer com mais frequência (angina e infarto). Além disso, pode diagnosticar doenças nas válvulas como estenoses e insuficiência mitral e aórtica, do músculo cardíaco e doenças congênitas. Ou ainda, para determinar a necessidade da angioplastia, caso o problema não possa ser resolvido através do procedimento.

Preparo necessário para a realização do exame

O procedimento em si é bastante seguro, mas a equipe médica deve ser avisada caso o paciente tenha alergia ou manifestado alguma reação ao contraste iodado, e faça uso de medicamentos anticoagulantes ou antidiabéticos (pois pode ser necessário suspendê-los).

Outra recomendação é de que o paciente permaneça em jejum de quatro a seis horas antes da realização do exame. Não existe uma idade mínima para o procedimento, que pode ser feito, inclusive, em recém-nascidos para diagnóstico de possíveis defeitos congênitos.

Pacientes idosos, diabéticos ou que tenham insuficiência renal devem ser submetidos à hidratação antes do exame. Ela irá minimizar as possíveis reações que o contraste pode trazer ao funcionamento dos rins.

O cardiologista também poderá pedir exames adicionais como ultrassonografia intracoronária para definir o diagnóstico. Após tomar conhecimento do grau de obstrução da artéria, o médico poderá optar também por um tratamento de intervenção imediato (como a angioplastia).

O exame não causa dores, mas o paciente pode sentir incômodo na picada da anestesia e uma onda de calor no peito quando o contraste é injetado.

Quais são os riscos?

Após realizar o procedimento o paciente permanece em observação por algumas horas. Como se trata de um procedimento semi-invasivo, algumas complicações podem ocorrer eventualmente. São elas:

- Arritmia cardíaca;

- Convulsões;

- Reações alérgicas pelo uso do contraste que vão desde erupções na pele a uma reação mais grave (anafilaxia) que pode trazer risco à vida do paciente;

- Insuficiência renal;

- Sangramento;

- Possíveis hematomas onde foi inserido o cateter e lesões no vaso sanguíneo.

Recomendações pós-exame

O paciente deverá evitar esforços nos dias subsequentes ao exame, beber muito líquido para auxiliar na eliminação do contraste pelo organismo e se alimentar normalmente. Caso sinta dor ou se surgirem hematomas, o paciente deverá comunicar rapidamente ao médico.

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