Cardiologia

O que é insuficiência cardíaca?

Como uma máquina de alta complexidade, o organismo humano desempenha inúmeras funções simultâneas e algumas tão minuciosas que até os cientistas mais experientes muitas vezes não conseguem explicar.

A engrenagem dessa máquina é o coração. Cada batida que ele dá significa que o organismo está desempenhando a função de forma plena, o resultado disso é estarmos vivos. Mas, como qualquer máquina, sem a devida manutenção ele pode falhar e qualquer disfunção nesse órgão pode levar o ser humano a óbito.

O coração é responsável por bombear o sangue que irriga todos os órgãos e tecidos do corpo e apesar de ser tão potente ele é relativamente pequeno, tem aproximadamente 12 centímetros de comprimento, o tamanho médio de um punho fechado. A condição de insuficiência acontece quando o bombeamento é menor do que o necessário para a irrigação de todo o corpo, situação que causa redução do fluxo sanguíneo, refluxo do sangue nas veias e pulmões e, como consequência, debilita o coração. Um problema comum que afeta 23 milhões de pessoas no mundo todo.

Quais são as causas da insuficiência cardíaca?

A função do coração é mover o sangue de um lugar para o outro. O sangue sai quando o coração se contrai (movimento conhecido como sístole) e entra quando os músculos cardíacos relaxam (movimento denominado diástole). Quando o bombeamento ocorre de forma inadequada devido à fraqueza ou rigidez muscular, o sangue que sai do coração para irrigar órgãos e tecidos é insuficiente.

Existem dois tipos de manifestação da doença que geram a insuficiência: a disfunção sistólica (quando o músculo cardíaco não consegue expelir o sangue para fora do coração na quantidade correta) e a disfunção diastólica (por causa da rigidez muscular, o coração não se enche de sangue suficientemente).

Ela é uma doença crônica e que, na maioria das vezes, acontece de forma gradativa (o que não impede uma disfunção repentina). Com o bombeamento parcialmente comprometido, o sangue pode se acumular nos pulmões, braços, pernas, fígado e intestino. Com a falta de oxigênio e nutrientes para os lugares acometidos, eles não desenvolvem suas funções de maneira adequada, o que acaba prejudicando todo o organismo. Ela pode acometer qualquer pessoa, não importando a idade.

No Brasil, a maior causa de insuficiência cardíaca é a Doença Arterial Coronariana (em que as principais artérias são gradativamente bloqueadas por placas de gordura), mas qualquer disfunção cardíaca pode resultar na insuficiência. As causas podem ser: alterações nas válvulas cardíacas; pressão arterial alta ou baixa, doença de chagas; inflamações no músculo cardíaco; entre outras.

Quem faz parte do grupo de risco?

Entre os fatores de risco que podem contribuir para um quadro de insuficiência cardíaca estão: alta pressão arterial; ataque cardíaco; diabetes; apneia do sono; dor no peito; consumo de álcool; e irregularidades no batimento cardíaco (arritmia). Portadores desses sintomas devem procurar o médico com maior frequência.

Pessoas idosas são mais propensas a desenvolver esse tipo de disfunção por desenvolver problemas nas válvulas cardíacas ou chegar a danificar o miocárdio.

Quais os sintomas?

Os sintomas começam devagar e tendem a se agravar com o tempo, podendo se tornar crônicos. No início, o paciente pode não apresentar sintomas ou sentir uma espécie de cansaço após a realização de algum esforço físico, mas esse simples cansaço com o passar do tempo pode se tornar um problema respiratório mais sério e os sintomas passam a ser percebidos também em repouso.

O coração é formado por duas partes – o lado esquerdo e o lado direito – cada uma tem sua função. O lado direito bombeia sangue das veias para os pulmões. O lado esquerdo bombeia o sangue que sai das artérias para o corpo, essa explicação de anatomia é importante, pois os sintomas diferem dependendo do local comprometido.

A insuficiência cardíaca esquerda provoca acúmulo de líquido nos pulmões e dificuldades respiratórias. Já do lado direito provoca congestão e retenção de líquido em outras partes do corpo como nas pernas e no fígado.

No geral, Os sintomas mais perceptíveis são fadiga, falta de ar, dor no peito, inchaços dos pés e tornozelos, batimentos irregulares, náuseas, desmaios, palpitações e até dificuldade para dormir. Nos idosos a insuficiência cardíaca pode se manifestar através de sonolência e confusão. Lembrando que alguns pacientes podem não sentir nenhum tipo de sintoma, por isso o ideal é se consultar periodicamente com um cardiologista, fazendo os exames sempre que necessário.

Como diagnosticar?

A partir dos sintomas, o cardiologista poderá pedir exames para confirmar o quadro clínico de insuficiência cardíaca. O paciente pode ser submetido a um ecocardiograma, raio-x de tórax, angiotomografia coronariana, ressonância cardíaca, entre outros exames de imagem que serão determinantes para a construção do diagnóstico.

Tratamentos disponíveis

Com base nos resultados, o cardiologista irá direcionar o paciente para o tratamento mais eficiente. Mudanças drásticas no estilo de vida podem surtir efeito muito significativo e ajudar no tratamento. Como parar de fumar e ingerir alimentos saudáveis (restringindo completamente o consumo de gorduras frituras e limitando a quantidade de sal).

Aliados a hábitos mais saudáveis, os médicos poderão indicar o uso de medicamentos para diminuir a intensidade dos sintomas e aumentar a qualidade de vida dos pacientes.

O quadro clínico pode piorar evoluindo para insuficiência renal com necessidade de hemodiálise. Se já for crônico, os médicos poderão tomar medidas extremas como o uso de marca-passos e implantes de aparelhos para normalizar arritmias. Se a causa da insuficiência for doença arterial coronariana, por exemplo, o médico pode recorrer a intervenções cirúrgicas para reparar as veias comprometidas. Por tanto ao menor sinal de sintomas como uma simples dor no peito, é importante procurar um médico.

Quanto mais cedo for diagnosticada a doença e principalmente suas causas, o médico poderá direcionar o paciente para o tratamento mais eficaz. É importante lembrar que a insuficiência cardíaca pode piorar repentinamente.

É possível aplicar o método de prevenção mantendo hábitos saudáveis que se baseiam em uma alimentação adequada, praticar regularmente atividades físicas, não fumar, manter o peso ideal, não ingerir grandes quantidades de álcool, evitar situações estressantes e, principalmente procurar o cardiologista periodicamente para detectar a doença ao menor sinal de manifestação dela.

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