Cardiologia

Uma doença silenciosa e que, se não controlada, pode ser fatal. A hipertensão é extremamente comum no mundo todo. Somente no Brasil, estima-se que 30% da população adulta sofra por causa das altas pressões arteriais, que podem acontecer com qualquer pessoa e em qualquer idade. A pressão já é considerada alta quando as medidas são iguais ou maiores que 14 por 9.

O monitoramento constante em casos de pressão alta pode evitar que os vasos sanguíneos se dilatem ou se rompam – situação que oferece muitos riscos para o coração, cérebro e rins e já figura como sendo a principal causa de morte no país.

Ela é considerada silenciosa porque nos primeiros meses ou anos não provoca qualquer sintoma ou sinal de que algo no organismo não vai bem, por isso o sucesso do tratamento está diretamente ligado à velocidade em que ele se iniciar, ou seja, quanto antes começar, mais eficaz será. Entretanto, no decorrer dos anos, os sintomas tendem a se agravar e prejudicar os vasos sanguíneos e principais órgãos provocando sintomas e sinais que, quando acontecem, podem ser fatais. As consequências são severas e diferentes, dependendo do local em que um vaso sanguíneo entope ou se rompe.

Dados do Ministério da Saúde apontam que o número de brasileiros com hipertensão cresceu consideravelmente nos últimos 10 anos, saltando de 22,5% em 2006 para 25,7% em 2016. Partindo destes números, é preciso realizar a conscientização da população, de uma forma geral, para combater esses índices e aumentar a qualidade de vida.

Derrame cerebral

O acidente vascular cerebral acontece quando o sangue que vai para o cérebro é interrompido drasticamente, ou reduzido, privando as células de oxigênio e nutrientes. O AVC pode acontecer também quando um vaso sanguíneo se rompe, causando uma hemorragia cerebral. Entre as causas dessas ocorrências destacam-se a hipertensão arterial.

O paciente com princípio de derrame pode sentir fraqueza ou dificuldade para falar, perda de visão, perda da sensibilidade de um lado do corpo, alterações motoras, paralisia, distúrbio sensitivo ou alteração no nível de consciência. Se qualquer um desses sintomas acontecer, é preciso procurar atendimento médico o quanto antes.

Insuficiência renal

É a perda das funções dos rins, podendo ser aguda ou crônica. A consequência disso é que os rins se tornam incapazes de realizar a eliminação de certos resíduos produzidos pelo organismo, deixando de cumprir sua principal função que é filtrar as impurezas.

A insuficiência renal pode levar ao acúmulo de líquidos e resíduos no organismo. Essa doença afeta a maioria dos sistemas e funções do corpo, inclusive a produção de glóbulos vermelhos, o controle da pressão arterial, a quantidade de vitamina D e a saúde dos ossos.

Infarto do miocárdio

Caracteriza-se por ser a necrose de uma parte do músculo cardíaco e é causada pela falta de irrigação de sangue ao coração. Os sintomas tendem a se agravar ao longo dos anos e é causado principalmente pela obstrução das artérias coronárias em decorrência de um processo inflamatório em que placas de colesterol se aderem às paredes dos vasos sanguíneos.

Entre os sintomas da doença destacam-se: dor no peito de moderada a forte, ardor no peito que muitas vezes é confundido com azia, dor no peito que irradia pela mandíbula, sudorese, náuseas, vômito, desfalecimento ou ansiedade. Ao surgir algum desses sintomas o paciente deve procurar atendimento médico urgentemente.

Retinopatia

São lesões não inflamatórias da retina ocular, que são detectadas quando os vasos do fundo do olho estão danificados, por causa disso o paciente pode ter hemorragias e vazamento de líquido na retina. O problema é que essa doença apresenta grande risco da perda de visão. Ela é diagnosticada quando os vasos da retina ou do nervo óptico não conseguem trazer os nutrientes para o fundo do olho, e a consequência disso é a formação de vasos anormais por onde ocorre o sangramento.

Além disso, outras consequências da doença são: hemorragia vítrea, onde os vasos anormais sangram e causam embaçamento da visão; descolamento da retina, em que há formação de cicatrizes no vítreo e na retina; glaucoma neovascular, onde os vasos sanguíneos anormais crescem e fazem a pressão do olho subir e lesionar o nervo óptico, o que causa dor nos olhos.

No período de gestação

As gestantes devem se atentar muito no período da gravidez para combater a pressão alta. Seja uma característica adquirida antes ou durante a gravidez: em ambos os casos pode trazer diversos riscos. Uma das alterações é com relação ao fluxo sanguíneo da placenta para o feto, que pode alterar a quantidade de oxigênio que chega ao bebê.

Durante a gravidez a mulher também pode desenvolver eclampsia por causa da pressão alta. Essa situação acarreta em convulsões na hora do parto. Por isso é extremamente importante que a mulher grávida sempre faça um acompanhamento com obstetra para avaliar os índices da pressão arterial antes e durante a gravidez prevenindo-se de qualquer imprevisto.

Fatores de risco

Alguns fatores podem prejudicar ainda mais os pacientes que já sofrem com hipertensão. São eles: tabagismo; alteração dos níveis de colesterol total; triglicérides; diabetes mellitus; e histórico familiar prematuro da doença.

Prevenção

Embora a hipertensão não tenha cura, existem atitudes que podem se tomar no dia-a-dia para evitar essa doença que causa tantas complicações. A simples mudança para hábitos mais saudáveis influencia muito na saúde do corpo de uma forma geral, além de dar mais disposição e evitar a hipertensão.

Pratique exercícios físicos periodicamente; evite alimentos gordurosos, como frituras e doces; evite bebidas alcoólicas; não consuma sal em excesso; e evite fumar e procure se controlar em situações estressantes, que tendem a aumentar a pressão. Além disso, o paciente pode realizar consultas periódicas com médico cardiologista para avaliação e prevenção de possíveis doenças.

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