Clínica médica

 

Existem várias particularidades que diferem homens e mulheres, e quando o assunto é saúde, a prioridade costuma ser diferente. Culturalmente, os homens tendem a se cuidar menos do que as mulheres, e a maioria deles só procura ajuda quando o problema já se encontra em estágio avançado. É importante ressaltar que comparecer em consultas e fazer exames de forma regular, é a melhor forma de impedir diagnósticos mais graves.

Buscando criar e fortalecer essa conscientização de prevenção no público masculino, listamos os sintomas e tratamentos de seis doenças mais comuns nos homens. São elas: câncer de próstata, doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade, andropausa e disfunção erétil.

Câncer de próstata

Esse tipo de câncer acomete, na grande maioria dos casos, homens após os 50 anos de idade. Ele se desenvolve de forma lenta e, praticamente, não apresenta sintomas quando está em fase inicial. O paciente pode sentir, no entanto, dificuldade para urinar ou a urina pode sair escura.

O tratamento do câncer de próstata pode ser realizado através de radioterapia e quimioterapia, dependendo do estágio de evolução da doença. Quando descoberta em fase inicial, as chances de cura são maiores. Já em estágio avançado, o paciente pode sentir dificuldade ou ardor ao urinar ou dor ao ejacular. O paciente também pode sentir dor ou ter infecção nos ossos.

É possível descobrir precocemente a doença por meio do exame de toque retal, indicado para todos os homens com mais de 50 anos de idade que devem realizá-lo, no mínimo, uma vez ao ano.

Doenças cardiovasculares

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, 17 milhões de pessoas em todo o mundo (quantidade equivalente a cerca de um terço da mortalidade total) morrem por causa de doenças cardiovasculares, incluindo infartos e derrames. Somente no Brasil, uma pessoa por minuto morre por causa de doenças cardiovasculares, totalizando aproximadamente 350 mil pessoas por ano. Proporcionalmente, os homens acima de cinquenta anos são os mais atingidos. Eles correspondem a 55% desse total e as mulheres a 45%.

Essas doenças quase não apresentam sintomas e o paciente só percebe a gravidade do problema quando o coração e os vasos sanguíneos estiverem comprometidos, impedindo que o sangue circule e irrigue os órgãos. Por causa disso, podem ocorrer infartos, insuficiência cardíaca, arritmias, AVC ou ainda outros tipos de alterações na circulação do sangue.

É importante que o paciente tenha hábitos saudáveis, que envolvem atividades físicas e alimentação balanceada e que, além disso, faça o check-up anual para verificar se o sistema cardiovascular está estável.

Diabetes

Trata-se de uma doença crônica que eleva as taxas de açúcar no sangue. Ela acontece porque o pâncreas não é capaz de produzir insulina em quantidade suficiente para abastecer o organismo.

Pesquisas apontam que o crescimento do número de homens com diabetes é uma tendência mundial influenciada pelo envelhecimento da população, mudanças no estilo de vida e maus hábitos alimentares.

Somente no Brasil, a doença já é realidade na vida de aproximadamente 18 milhões de pessoas. Entre os homens houve aumento de 54% no número de diabéticos entre 2006 e 2017.

O tratamento consiste em controlar os níveis de glicose produzidos pelo organismo. Para amenizar os sintomas, o paciente deve procurar levar uma vida mais saudável, não fumar e praticar exercícios.

Obesidade

Um levantamento do Ministério da Saúde apontou que a quantidade de homens obesos no Brasil está em 9%. Especialistas apontam que um dos fatores que mais contribuem para o aumento desse índice é o estilo de vida sedentário aliado à má alimentação.

Além de ser ruim para a qualidade de vida, a obesidade também está associada ao surgimento de patologias como hipertensão, lesões ósseas, úlcera, apneia do sono, cansaço, AVC, entre outras. A obesidade também pode estar associada ao surgimento de doenças de origem emocional, como a depressão.

Para o tratamento desse tipo de problema é fundamental o acompanhamento com psicólogo, endocrinologista e nutricionista. O melhor tratamento para esses casos é uma reestruturação do estilo de vida, com hábitos saudáveis, alimentação balanceada e a prática regular de exercícios.

Andropausa

Alguns processos que surgem no organismo humano aparecem conforme o envelhecimento, a andropausa é um deles. Amplamente difundida no contexto feminino quando se trata da menopausa (quando a falta de hormônio faz o ciclo menstrual cessar), o oposto não é tão conhecido assim. Pesquisas apontam que mais da metade dos homens não sabem o que é e nunca ouviram falar sobre andropausa.

Ela está ligada diretamente à queda de produção do hormônio masculino e pode se manifestar nos homens a partir dos 40 anos. Entre os sintomas que caracterizam a baixa produção hormonal masculina, estão:

- Diminuição da libido;

- Alterações no humor;

- Acúmulo de gordura na região da barriga;

- Perda de força física;

- Dificuldade de ereção;

- Cansaço;

- Pele seca (mais intensamente nas regiões dos joelhos e cotovelos);

- Suor e ondas de calor;

- Palpitações;

- Infertilidade;

- Dificuldade de concentração;

- Irritabilidade;

- Redução do crescimento de pelos;

- Depressão.

Esses sintomas são mais perceptíveis quando a queda de hormônios é mais relevante.

O tratamento para andropausa geralmente é feito por meio de reposição hormonal, que tem como objetivo a normalização dos níveis de testosterona no sangue. Ela pode ser realizada por meio de medicamentos e, também, com injeções de testosterona. É importante equilibrar a taxa de produção de hormônios, pois com ela o paciente volta a ter qualidade de vida e bem estar.

Disfunção erétil

Trata-se da dificuldade em manter a ereção peniana em, pelo menos, metade das tentativas por tempo suficiente para que haja a penetração e satisfação sexual. De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia, estatisticamente 50% dos homens brasileiros acima dos 40 anos tem alguma queixa com relação às ereções.

A disfunção erétil pode ocorrer por motivos psicológicos ou orgânicos. Ela ocorre quando há desequilíbrio entre a contração e o relaxamento da musculatura. Os sintomas são: redução do tamanho e rigidez do pênis; incapacidade de manter a ereção; redução da quantidade de pelos; pênis deformado; ou ainda, neuropatia.

Os tratamentos variam de acordo com o diagnóstico do paciente. Podem ser receitados medicamentos orais, prótese peniana, terapia ou injeções intra-cavernosas.

Ao constatar qualquer uma das doenças apontadas, o paciente deve realizar consultas e exames periódicos para avaliação e comprovar a eficácia do tratamento.

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