Clínica médica

febre amarela

O que é a febre amarela?

Entre o final de 2017 e o começo desse ano, a febre amarela ganhou destaque na mídia, causando a preocupação de milhares de pessoas em todo o país. A doença é infecciosa, causada pelo vírus da febre amarela, e transmitida por vetores (mosquitos).

O primeiro indício de surto da doença no Brasil foi a morte de macacos em vários parques e zonas de mata fechada de grandes metrópoles, como São Paulo, levando muitas pessoas a crer que os macacos fossem capazes de transmitir a doença. Entretanto, a febre amarela só é transmitida através da picada de mosquitos como o Aedes Aegypti, que também é o responsável por transmitir a dengue.

Os macacos são apenas hospedeiros do vírus, assim como os humanos (que também não transmitem a doença de uma pessoa para a outra, quando infectados), e apenas indicam que o vírus está presente em alguma região e pode se proliferar.

A doença é conhecida popularmente como febre amarela por causa da sua característica mais aparente, que é a icterícia (quando a pele e os olhos das pessoas que foram contaminadas com o vírus ficam com aspecto amarelado). Além disso, a doença também causa hemorragia grave em seu estágio mais avançado.

A melhor forma de combatê-la é evitando a disseminação, por isso, é fundamental que todos se atentem para as circunstâncias que os mosquitos se reproduzem, evitando o acúmulo de água parada.

A única forma eficaz de se prevenir individualmente é tomando a vacina. Usar repelentes, mosqueteiros, e roupas que cobrem todo o corpo também são medidas de prevenção utilizadas, especialmente nos casos em que a vacina for contraindicada.

Desde janeiro de 2017 até o início de fevereiro de 2018, o número de mortes confirmadas somente no estado de São Paulo subiu para 61. Sendo que no estado, já foram confirmados 163 casos da doença. Outros locais que também estão em alerta por causa do crescimento do número de pessoas infectadas são Minas Gerais, Distrito Federal e Rio de Janeiro.

Causas

Existem dois tipos de transmissão de febre amarela: urbana e silvestre. A urbana é transmitida pelo Aedes Aegypti e a silvestre é transmitida pelo Haemagogus e Sabethes. O clima tropical contribui para a proliferação do mosquito, por isso, o tipo silvestre é mais comum, com casos registrados nos continentes africanos e sul-americanos (continentes com áreas de risco de febre amarela).

Tanto a febre amarela urbana, quanto a silvestre tem a mesma intensidade, o que muda é o ciclo de transmissão da doença, por isso ele precisa ser identificado. A identificação ajuda no combate à proliferação dos vetores (como o acúmulo de água parada), e medidas simples como colocar desinfetante nos ralos e areia nos vasos de plantas podem evitar os mosquitos.

Sintomas

Algumas pessoas infectadas com o vírus da febre amarela podem não desenvolver sintomas e se recuperar em alguns dias. Mas alguns pacientes infectados podem apresentar febre; dor de cabeça; dor muscular pelo corpo todo (principalmente nas costas); náuseas e vômito; e fraqueza na primeira fase da doença, que costuma durar de três a quatro dias e tende a passar sozinha.

Contudo, algumas pessoas desenvolvem a segunda fase da doença e, após 24 horas, tem a falsa sensação de melhora dos sintomas. Porém a doença evolui para a fase crônica, que pode comprometer órgãos como fígado e rins. Nessa fase os sintomas envolvem febre alta; inflamação do fígado e dos rins; vômito com sangue; urina escura; icterícia (olhos e pele amarelada); sangramento de pele; e olhos avermelhados. Dependendo dos danos causados ao organismo, esse estágio pode causar a morte do paciente.

É importante ficar atento aos sintomas, pois eles podem ser facilmente confundidos com outras doenças como malária, dengue e hepatite.

Grupos de Risco

Pessoas que não tomaram a vacina da febre amarela correm o risco de serem contaminadas pelo mosquito transmissor da doença. Entretanto, a vacina é contraindicada para alguns grupos de pessoas. Entre elas estão:

- Grávidas;

- Mulheres que estão na fase de amamentação;

- Pessoas alérgicas a ovo;

- Portadores de doenças autoimunes;

- Pacientes que fazem procedimentos como quimioterapia e radioterapia.

Existem exceções que devem ser discutidas com o médico. Um exemplo é se uma mulher que está grávida residir ou for viajar para alguma área considerada de risco.

Pessoas com mais de 60 anos podem ter reações adversas ao serem vacinadas, por isso, é fundamental consultar um especialista para que ele possa fazer uma avaliação antes de submeter o paciente à imunização.

É importante frisar que as regras da vacinação foram reformuladas recentemente. Antes, as pessoas que tomavam a vacina pela primeira vez, eram instruídas a repetir a dose após dez anos. Agora, as pessoas que já foram imunizadas, não precisam se vacinar novamente, mesmo que a dose tenha sido aplicada há mais de uma década. Exceto para quem tomou a dose fracionada da vacina que deverá repeti-la em oito anos.

Vacina da febre amarela

Buscando imunizar o maior número de pessoas possível, o governo iniciou a campanha de vacina fracionada, que passou de 0,5ml (dose única) para 0,1ml. Esta nova versão tem validade de oito anos. O fracionamento da vacina é proposto pela Organização Mundial da Saúde (OMS) quando há aumento no número de casos e risco de expansão da doença. A vacina contra a febre amarela permite que a doença seja contida mesmo em áreas consideradas de risco.

Tratamento

Especialistas ainda não encontraram um medicamento capaz de reverter o quadro clínico do paciente que já apresenta os sintomas da doença. O tratamento é apenas paliativo e o paciente precisa de cuidados específicos, como a constante reposição de sangue e líquido, bem como diálise para os casos graves nos quais há comprometimento dos rins.

É importante evitar o uso de analgésicos, pelo risco da doença se desenvolver de forma hemorrágica. Recomenda-se o uso de tela para evitar o contato do paciente com febre amarela com o mosquito Aedes Aegypti, um dos transmissores da doença.

Na maioria dos casos, os pacientes terão apenas os sintomas da primeira fase da doença, como dor de cabeça e febre. Estatisticamente, a fase crônica da doença se manifesta entre 20% a 50% das pessoas que foram infectadas com o vírus.

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