Clínica médica

 

O que é meningite?

A meningite é uma patologia causada por vírus, bactérias, ou fungos capazes de causar uma grave inflamação nas meninges, membranas que envolvem o cérebro e toda a medula espinhal. Em casos graves a meningite pode ocasionar perda de visão, audição e, inclusive, levar o paciente à morte.

Ela pode se manifestar nos pacientes de três maneiras diferentes: meningite viral, meningite fúngica ou meningite bacteriana acometendo, principalmente, crianças até os cinco anos de idade, sendo que um dos sintomas mais graves da doença é a paralisia. A doença é tratada pelo Ministério da Saúde como endêmica, ou seja, no decorrer do ano, o governo se prepara para receber e atender as possíveis ocorrências, bem como epidemias e surtos que acontecem com maior frequência tanto no inverno quanto no verão.

Estatisticamente, a meningite é uma doença que apresenta altas taxas de mortalidade tanto no Brasil quanto no mundo. Por isso, é preciso saber identificar o tipo de meningite, bem como os seus sintomas que podem ser facilmente confundidos até mesmo com uma gripe. Quanto mais rápido for o diagnóstico e o tratamento, mais chances o paciente terá de ficar completamente curado e sem nenhum tipo de sequela.

Tipos da doença e suas causas

O paciente pode ser acometido pela meningite viral, meningite bacteriana ou meningite fúngica. Ela também pode ser transmitida através de alergia a alguns medicamentos, reações químicas ou algum tipo de câncer, principalmente quando o sistema imunológico do paciente está enfraquecido.

A meningite viral é a mais comum e pode ocorrer pelos mais variados tipos de vírus, mas também é a que apresenta menor risco para o paciente. Ocorre com maior frequência durante o verão, podendo ser transmitida através da água, alimentos ou objetos que já estejam previamente contaminados.

A meningite bacteriana é o tipo mais grave da doença e, por isso, exige maior atenção. Ela acontece quando algum tipo de bactéria (como Neisseria meningitidis, Streptococcus pneumoniae, Mycobacterium tuberculosis ou Haemophilus influenzae, por exemplo) invade a corrente sanguínea, atingindo o sistema nervoso central e pode causar graves sequelas. A patologia pode ser decorrente de infecções no ouvido, no sistema respiratório, fraturas ou até infecções cirúrgicas nos casos mais raros.

A bactéria mais comum é a Haemophilus Influenzae e a melhor forma de preveni-la é por meio da vacinação. No Brasil, a vacina que imuniza contra essa bactéria faz parte do programa de vacinação na infância, o que fez com que os casos decorrentes desse tipo de meningite se tornassem mais controlados. Quando o paciente não é imunizado, a doença pode acometê-lo em qualquer fase da vida: tanto na infância, quanto na fase adulta.

Já a meningite fúngica, apesar de ser o tipo menos comum da doença, também é um dos mais perigosos e é semelhante à meningite bacteriana, porém não é contagiosa. Normalmente é causada por difusão de fungo via sangue para as meninges.

Sintomas da doença

A doença pode ser facilmente confundida com sintomas típicos de gripe. Eles podem aparecer após algumas horas ou, até mesmo, dias depois da pessoa ter sido infectada.

Entre os sintomas mais comuns estão:

- Febre alta;

- Dor de cabeça;

- Pescoço rígido;

- Vômito e náuseas constantes;

- Dificuldade de concentração;

- Sonolência;

- Convulsões;

- Sensibilidade à luz e a ruídos;

- Falta de apetite;

- Cansaço em excesso;

- Rachaduras na pele.

Nos bebês recém-nascidos os sintomas podem ser bastante parecidos, inclusive apresentando febre, irritação, rigidez corporal e choro constante. Ao presenciar algum desses sintomas, a criança deve ser levada imediatamente ao médico.

Diagnóstico da doença

A meningite é diagnosticada por meio de observação clínica dos sintomas citados acima. A punção lombar é o exame que pode confirmar casos de meningite – nele, uma pequena porção de liquor é retirado do canal vertebral no paciente, sendo assim possível identificar uma possível inflamação das meninges, bem como o agente causador (vírus, fungos, ou bactérias).

Além da observação clínica e da punção lombar podem ser realizados o teste do copo; exames de sangue, urina e fezes; bacterioscopia; bem como a tomografia do crânio caso haja alguma suspeita de lesão cerebral.

Transmissão da doença

Principalmente quando se trata do tipo bacteriano e viral da doença, a meningite é contagiosa e pode ser transmitida pelo contato com a saliva, tosse, espirro ou fala. Se o indivíduo não for vacinado, pode ser facilmente infectado por alguém que está com a doença.

O tipo mais eficaz de proteção é a vacinação. Ela é feita em três doses fracionadas e espaçadas, sendo que, a primeira deverá ser dada durante o primeiro mês de vida, a segunda aos três anos e a terceira aos seis, respectivamente. Porém ela é mais eficaz contra a bactéria Haemophilus Influenzae, por isso é recomendado evitar contato com pacientes diagnosticados com a doença por outras bactérias.

Tratamento da meningite

Ele é realizado conforme o tipo da doença que o paciente for diagnosticado. O médico poderá ministrar antibióticos, antivirais ou corticoides. Nos casos mais graves, o médico poderá optar pela internação para tratamento do paciente.

Quanto antes for iniciado, maiores são as chances de cura sem a presença de complicações ou sequelas. O paciente com meningite deverá ser isolado para evitar o contato e contaminação para outras pessoas e é preciso ficar atento aos sintomas como dor de cabeça e febre constante. Em casos crônicos, a doença pode gerar sequelas como perda de visão ou da audição, comprometimento do sistema nervoso central, deixar o paciente em coma, ou inclusive, levá-lo à morte.

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