Clínica médica

O que é poliomielite?

A poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, é causada pelo poliovírus. Embora a doença afete crianças na maioria dos casos, ela também pode atingir os adultos. A poliomielite é transmitida pela água e por alimentos contaminados, ou quando há o contato com uma pessoa infectada ou suas secreções.

Algumas pessoas podem não ter qualquer sintoma da doença, porém, quando eles se manifestam as pessoas infectadas desenvolvem paralisia, condição que pode ser fatal.

Devido ao programa de vacinação adotado por muitos países, em alguns lugares a doença chegou a ser praticamente extinta. No Brasil ela faz parte das vacinas obrigatórias ministradas durante a infância, fazendo com que o país comprovasse queda nos casos registrados: há quase 30 anos não há um caso de poliomielite. Atualmente, a cobertura de vacinação no Brasil é de 95%.

Tipos e causas de poliomielite

Existem dois tipos de infecção: a poliomielite paralítica e a poliomielite não paralítica. Causada pela infeção via poliovírus, a transmissão se dá por água não tratada, alimentos mal lavados, além das fezes e secreções dos contaminados (espirro, tosse, saliva, etc.). Os sintomas surgem de 5 a 35 dias após o contágio.

O vírus da paralisia infantil entra no organismo humano através da boca e do nariz, passando a se multiplicar na garganta e no intestino, alcançando a corrente sanguínea e, consequentemente, o sistema nervoso central. Por isso, é necessário averiguação dos sintomas pelo neurologista, assim que for constatado algum indício da doença.

Ao chegar nesse ponto, o vírus pode destruir os neurônios e provocar paralisia nos membros inferiores. Nos casos mais graves, a doença pode levar à morte se o vírus atingir as células que controlam os músculos respiratórios e de deglutição (ato de engolir os alimentos).

A poliomielite pode ser transmitida tão facilmente que o contágio pode ocorrer pelo ar, principalmente em pessoas que convivem com portadores do vírus. Esses portadores podem transmitir a doença semanas após terem sido infectados, por isso a importância de afastamento durante o tratamento.

Fatores de risco

Tomar a vacina de poliomielite é a melhor forma de se proteger contra a doença. Para quem não foi imunizado, entretanto, alguns fatores podem colaborar para o surgimento da doença como o ambiente, por exemplo. Em áreas com condições precárias de saneamento, falta de conscientização da população e ausência de programa de vacinação, as pessoas se tornam mais suscetíveis ao vírus.

Pessoas com a imunidade baixa também podem ser contaminadas com mais facilidade. Nesse grupo estão idosos, gestantes e pessoas que possuam doenças como o HIV.

Quem não foi imunizado ainda deve tomar ainda mais cuidado ao:

- Viajar (evitando lugares onde a poliomielite é comum);

- Cuidar de alguém infectado com o vírus;

- Passar por estresse ou atividade física fatigante após ter sido exposto ao vírus.

Sintomas da poliomielite

A maioria das pessoas que foram infectadas apresenta o tipo não paralítico da doença e tendem a não apresentar sintomas. Quando os sinais aparecem, são similares aos sintomas da gripe e podem durar um pouco mais de uma semana. Entre eles estão:

- Febre;

- Garganta inflamada ou dolorida;

- Dor de cabeça;

- Vômito;

- Fadiga;

- Dor nas costas;

- Pernas e braços doloridos ou rígidos;

- Fraqueza ou sensibilidade muscular;

- Meningite.

A poliomielite que leva à paralisia é considerada rara, e também é a forma mais grave da doença. Inicialmente as manifestações são as mesmas, entretanto, após uma semana aparecem os sintomas específicos da poliomielite paralítica, que são:

- Perda dos reflexos;

- Dores musculares ou fraqueza;

- Membros soltos e flácidos, que muitas vezes é pior de um dos lados do corpo.

Ao detectar sintomas de paralisia no paciente, a família deverá procurar o neurologista, que através de exames identificará o grau de comprometimento do sistema nervoso central e direcionará o melhor tratamento.

Após a poliomielite, o paciente poderá sentir um conjunto de sintomas denominados síndrome pós-polio, que pode ter efeito vários anos após a poliomielite. Entre as ocorrências, estão:

- Fraqueza muscular progressiva;

- Dores nas articulações;

- Fadiga e exaustão;

- Atrofia muscular;

- Dificuldade para respirar ou engolir;

- Distúrbios respiratórios;

- Intolerância ao frio;

- Dificuldade de concentração;

- Depressão.

Diagnosticando a poliomielite        

Por meio da observação dos sintomas, o neurologista já poderá suspeitar da doença. Se o paciente relatar dor ou rigidez no pescoço, reflexos lentos e dificuldade para respirar ou engolir, a probabilidade de um caso de poliomielite aumenta.

Amostras de secreções, fezes ou do líquido cefalorraquidiano (líquido específico que envolve o cérebro e a medula espinhal), poderão ser analisadas para confirmar o diagnóstico.

Tratamento da doença

Especialistas ainda não identificaram uma cura para a doença. Portanto, os tratamentos existentes têm como objetivo o alívio dos sintomas, garantindo a qualidade de vida do paciente. Assim que for constatada a doença, o tratamento deverá começar imediatamente, evitando complicações.

Ele inclui analgésicos para alívio da dor, uso de máscara de oxigênio ou ventilação mecânica para auxiliar com a respiração (que é uma das funções mais atingidas), exercícios leves para auxílio das funções musculares e uma dieta nutritiva.

Prevenção

A maneira mais eficaz de prevenção contra a doença é a vacina de poliomielite. No Brasil, a vacina é administrada aos dois, quatro e seis meses de vida. O primeiro reforço é feito aos 15 meses de vida e o segundo quando a criança tem de quatro a seis anos de idade.

Atualmente, o Ministério da Saúde alertou para a baixa vacinação contra a paralisia infantil, porque embora não tenham sido registrados casos de poliomielite nos últimos 30 anos, a preocupação se justifica por alguns motivos: a circulação do vírus em 23 países nos últimos três anos; o surgimento de um caso da doença na Venezuela; e o efeito devastador já causado pela doença no país.

Por isso, agentes do Ministério da Saúde chamam atenção para a importância da vacina de poliomielite, porque apesar de ser uma doença que não é registrada há tempos, é importante que a população se conscientize sempre da importância da vacinação que ocorre nos postos de saúde durante o ano todo.

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