Clínica médica

O verão é a época mais aguardada pelos brasileiros e turistas que vem ao Brasil para desfrutar das belezas naturais do país. Entretanto, é nessa época que também é preciso reforçar o cuidado com a saúde por ser maior o contágio por doenças infectocontagiosas e virais.

Dengue, febre amarela, Zika Vírus e Chikungunya são mais frequentes nos meses de verão, pela época ser mais propícia para a proliferação do mosquito Aedes Aegypti, vetor e transmissor dessas doenças. Dessas quatro doenças graves, somente a febre amarela possui vacinação na rede pública.

Para que o mosquito se reproduza é necessário apenas água parada, seja em pneus, vasos, garrafas pets, ou em qualquer outro recipiente. É preciso estabelecer o controle da doença em ações conjuntas com a população e órgãos públicos, já que a reprodução do mosquito se dá de forma muito acelerada.

Em condições favoráveis, os ovos se transformam em larvas e, em apenas dez dias, surgem vários novos mosquitos que podem comprometer uma região inteira. Por isso é importante eliminar dos criadouros periodicamente. O ideal é que essa limpeza seja realizada, pelo menos, uma vez por semana.

As doenças transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti são altamente incapacitantes e podem matar. Somente entre os meses de janeiro e julho de 2018, 95 brasileiros morreram em decorrência dessas doenças. De todas, a dengue foi a que mais matou, fazendo 80 vítimas.

Vacinas contra as doenças

Após uma força tarefa realizada pelo Ministério da Saúde entre o final de 2017 e começo de 2018, milhares de pessoas foram vacinadas contra a febre amarela. A vacina foi colocada à disposição da população em postos de saúde e mutirões de vacinação foram realizados devido ao avanço da doença, contágio e morte de dezenas de pessoas em áreas próximas a parques e regiões de mata fechada.

Contra a dengue, o Instituto Butantan está desenvolvendo uma vacina que está em etapa final de estudos, sendo encaminhada para testes de aplicação. Caso os resultados sejam favoráveis, o próximo passo será a aprovação da Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária e, caso aprovada, a vacina será produzida em larga escala. No setor privado já é possível encontrar doses contra o vírus, mas apenas para quem já foi infectado pelo menos uma vez.

Para as doenças Chikungunya e Zika também não há vacina, entretanto pesquisas realizadas no exterior obtêm resultados favoráveis na conquista da imunidade contra estas doenças. Nos Estados Unidos, cientistas do Centro de Pesquisa de Vacinas do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas trabalham para encontrar os antídotos.

Eliminando os focos de proliferação

Apesar do desenvolvimento de vacinas e da tecnologia médica para o tratamento das doenças, a forma mais eficaz para acabar com a proliferação dos vírus é atingindo diretamente o vetor: o mosquito Aedes Aegypti.

Por isso, é fundamental que a população pratique diariamente ações para exterminar possíveis focos de proliferação do mosquito, realizando ações como:

- Eliminar o acúmulo de água virando garrafas para baixo e descartando corretamente os pneus;

- Instalar telas nas janelas;

- Colocar areia em vez de água nos vasos de plantas;

- Ter consciência ao descartar o lixo, despejando-o em locais apropriados;

- Ter cuidados com ralos;

- Limpar calhas e canos periodicamente;

- Redobrar os cuidados com piscinas e aquários, pois podem se tornar grandes focos do mosquito, caso não sejam higienizadas;

- Passar repelente diariamente.

Embora os sintomas das doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti sejam bastante parecidos, listamos as principais manifestações de cada uma delas.

Febre Amarela

A doença pode levar o paciente à morte em apenas uma semana, caso não seja tratada rapidamente e de forma adequada. Entre os sintomas estão:

- Febre alta;

- Cansaço;

- Calafrios;

- Dor de cabeça e muscular;

- Náuseas e vômitos que duram em média três dias.

Nos casos mais graves da doença pode ocorrer insuficiência hepática e renal, hemorragia, cansaço intenso e icterícia, ou seja, a coloração da pele e dos olhos se torna amarelado (é desse sintoma que tem origem o nome da doença).

A febre amarela é a única doença com vacina preventiva. A imunização deve ser administrada a partir dos nove meses de idade, porém em casos emergenciais, a imunização poderá ser feita a partir dos seis meses.

Dengue

Considerada como um dos principais problemas de saúde de todo o mundo, além da transmissão através da picada do mosquito Aedes Aegypti, ela também pode ser transmitida por transfusão de sangue e, ainda que com possibilidades remotas, de mulheres gestantes para os bebês.

Entre os sintomas da doença estão:

- Fortes dores de cabeça;

- Manchas vermelhas pelo corpo a partir do quinto dia;

- Febre alta;

- Coceira leve;

- Dores intensas nos músculos e articulações.

A dengue hemorrágica é a forma mais grave da doença e provoca sangramento nasal, nas gengivas, nas vias urinárias, gastrointestinais e uterinas.

Zika Vírus

Relativamente novo por ter sido identificado pela primeira vez no Brasil em 2015, o Zika Vírus está relacionado à síndrome de Guillan-Barré, que causa paralisia dos braços e pernas, além de microcefalia em bebês cujas mães tenham sido contaminadas pelo vírus durante a gestação.

Diferentemente das outras doenças, em 80% dos casos, os infectados não manifestam sintomas, mas em alguns casos, os pacientes podem apresentar as seguintes características:

- Dor de cabeça;

- Ínguas pelo corpo;

- Manchas vermelhas intensas;

- Coceira;

- Inchaços articulares;

- Conjuntivite;

- Dor muscular e nas articulações.

Chikungunya

Também relativamente nova no Brasil, os primeiros indícios de contaminação por Chikungunya ocorreram no final de 2014. Além do Aedes Aegypti, ela também pode ser transmitida pelo mosquito Aedes Albopictus.

Entre os sintomas da doença estão:

- Dor de cabeça moderada;

- Manchas vermelhas em 50% dos casos;

- Febre alta;

- Coceira leve;

- Inchaço articular;

- Conjuntivite;

- Dores articulares e musculares.

Ao sentir qualquer sintoma que possa estar associado a alguma dessas doenças, vá imediatamente ao pronto-socorro para o diagnóstico. Em hipótese alguma se automedique, já que certos medicamentos para os sintomas dessas doenças podem causar reações graves em quem tem o vírus.

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