Clínica médica

voce ja ouviu falar sobre o fevereiro roxo

Semelhante ao setembro amarelo, outubro rosa e novembro azul – meses com campanhas que combatem respectivamente a prevenção ao suicídio, câncer de mama e câncer de próstata, no segundo mês do ano realiza-se a campanha do fevereiro roxo. A campanha desse mês tem como objetivo combater e conscientizar a respeito de três doenças: Alzheimer, lúpus e a fibromialgia.

Aparentemente, essas doenças parecem não ter nada em comum, mas as três patologias ainda não possuem cura pela medicina. No entanto, quanto antes elas forem diagnosticadas, maior será o resultado do tratamento e a qualidade de vida do paciente. Se porventura forem identificados alguns dos sintomas dessas doenças, os pacientes podem passar com clínico geral ou, no caso das dores, com um médico reumatologista. E com um neurologista quando se tratar de algum problema envolvendo o sistema nervoso central.

O fevereiro roxo teve início na cidade de Uberlândia, Minas Gerais, e apesar de não existir um calendário oficial de conscientização, a campanha busca propagar a mensagem de que “se não houver cura que, no mínimo, haja conforto”.

Nesse mês de conscientização do fevereiro roxo, abordaremos um pouco mais sobre cada uma dessas doenças, sintomas que causam nos pacientes e os tratamentos disponíveis.

Lúpus

Conhecido por ser uma doença autoimune, ou seja, que ocorre quando o próprio sistema imunológico da pessoa passa a atacar órgãos e tecidos do corpo como se fossem invasores do organismo, o Lúpus Eritematoso Sistêmico tem como característica ser uma doença crônica que ataca a pele, articulações, rins e cérebro. Nos casos mais graves pode levar o paciente à morte.

Embora a origem das doenças autoimunes seja desconhecida, alguns estudos apontam que elas podem acontecer devido a uma combinação de fatores hormonais, infecciosos, genéticos e ambientais.

Não é raro uma pessoa descobrir que sofre da doença após passar por alguma dessas situações:

- Ficar exposto à luz solar por grandes períodos e sem a proteção adequada (a doença faz com que a pele fique avermelhada, causando as lesões chamadas de asa de borboleta. O lúpus torna o paciente fotossensível);

- Contrair infecções que podem iniciar o lúpus ou causar uma recaída da doença;

- Usar alguns tipos de antibióticos ou medicamentos para controlar convulsões ou hipertensão.

A doença ganhou bastante notoriedade após duas grandes artistas declararem sofrer com os sintomas causados por ela. A cantora e atriz Selena Gomes, que precisou passar por um transplante de rim, e a cantora Lady Gaga, que sofreu com dores nas articulações e precisou, inclusive, cancelar os shows de uma turnê internacional.

Outros sintomas da doença podem ser:

- Fadiga;

- Febre;

- Rigidez muscular e inchaço;

- Rash cutâneo (vermelhidão no rosto que pode se espalhar para o resto do corpo);

- Lesões na pele que surgem ou pioram por causa da intensidade dos raios solares;

- Dificuldades para respirar;

- Dores no peito ao respirar;

- Sensibilidade à luz solar;

- Dor de cabeça;

- Confusão mental ou perda de memória;

- Queda de cabelo;

- Feridas que surgem na boca;

- Linfonodos aumentados.

Outros sintomas específicos do lúpus podem ocorrer de acordo com a área do corpo que for afetada pela doença. Se afetar o sistema nervoso central, por exemplo, o paciente pode sentir dormência, formigamento, convulsões, ter problemas de visão, alterações de personalidade e até mesmo psicose. O tratamento, nesse caso, deve ser indicado pelo neurologista e tem como base amenizar os sintomas.

Fibromialgia

A patologia atinge em média 3% da população brasileira e, de um modo geral, as mulheres são as mais afetadas – a cada dez pacientes atingidos, de sete a nove são do gênero feminino.

Relativamente comum, os pacientes que sofrem com essa síndrome sentem dores por todo o corpo com sensibilidade nas articulações, músculos e tendões. Outros sintomas da doença podem ser:

- Fadiga;

- Distúrbios do sono;

- Dificuldades cognitivas;

- Dormência e formigamento nas articulações;

- Palpitações;

- Problemas de memória e concentração;

- Dores de cabeça;

- Depressão;

- Ansiedade.

Apesar dessa doença também ter a causa desconhecida pela medicina, associa-se à ela alguns fatores, por exemplo: genética, por ser recorrente em pessoas da mesma família; infecções por vírus e doenças autoimunes; distúrbios do sono; sedentarismo; ansiedade ou depressão; e traumas físicos ou emocionais, como estresse psicológico.

O especialista indicado para consultar e tratar pacientes que sofram com essa doença é o reumatologista. Além do exame físico e pelo relato dos sintomas, o médico pode solicitar exames de sangue que auxiliem no diagnóstico da doença. A dor e falta de sono associadas à fibromialgia pode facilmente gerar a perda da capacidade cognitiva e causar confusão mental no paciente.

O tratamento tem por premissa evitar a incapacidade física, minimizar os sintomas e melhorar a saúde de uma forma geral, sempre trabalhando em conjunto a parte emocional para evitar novos episódios de estresse e lidar com pensamentos negativos.

Alzheimer

A doença de Alzheimer é neuro-degenerativa e tem impacto direto nas funções cognitivas fazendo com que o paciente perca, logo no início da doença, as memórias mais recentes. Ele pode lembrar com precisão acontecimentos de anos atrás e esquecer, por exemplo, o que acabou de comer. A evolução do quadro causa impactos ainda maiores na vida do paciente, afetando a capacidade de aprendizado, orientação, compreensão e linguagem.

É uma doença diretamente relacionada com o fator da idade. No Brasil, existem cerca de 15 milhões de pessoas com mais de 60 anos de idade e, aproximadamente, 6% delas foram diagnosticadas com Alzheimer. Nos Estados Unidos ela é a quarta causa de morte entre os idosos de 75 a 80 anos.

Inicialmente o paciente com Alzheimer pode ter problemas com a fala, perda significativa de memória, perder a noção do tempo, ficar inativo ou desmotivado, apresentar mudanças bruscas de humor, ter dificuldade ao precisar tomar decisões. E esses sintomas tendem a piorar ainda mais conforme o quadro se agrava.

O diagnóstico pode ser realizado por um médico neurologista que, para confirmar o diagnóstico, pode pedir exames de imagem do cérebro e hemograma. Em casos específicos, pode ser solicitada também a retirada de líquido da espinha. À medida que a doença avança para os estágios mais crônicos, as alterações cerebrais começam a afetar as funções físicas como a digestão, equilíbrio, controle do intestino e da bexiga.

É extremamente importante que, ao identificar qualquer uma dessas doenças, o paciente procure ajuda. No caso de dores pelo corpo e nas articulações, um reumatologista e, no caso de doenças que afetem o sistema nervoso, um neurologista. Quanto mais rápido essas doenças, que são altamente incapacitantes, forem identificadas, maior será o resultado do tratamento e, consequentemente, maior a qualidade de vida do paciente.

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