Dermatologia

O que é?

Considerado uma das doenças que mais crescem no mundo, o câncer de pele é basicamente o crescimento desordenado de células anormais na pele. De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), entre os anos de 2014 e 2015, a estimativa era de que aproximadamente 98,000 casos fossem diagnosticados em homens e 83,000 em mulheres por todo o Brasil. Apesar do crescimento anual, o câncer de pele não está entre os tipos da doença com maior incidência no mundo.

Basicamente, existem três tipos de câncer de pele, o Carcinoma Basocelular (CBC), o Carcinoma Espinocelular (CEC) e o Melanoma. Dentro desses três tipos há pequenos subgrupos – mais comuns no terceiro tipo citado acima – com diferentes abordagens e características únicas. De qualquer modo, uma das divisões mais usadas entre a comunidade médica para explicar ao paciente o tipo da doença é a divisão entre câncer de pele não melanoma e câncer de pele melanoma (tendo em vista que o segundo é mais severo).

Em geral, qualquer célula do corpo pode gerar câncer, mas no caso da pele, as mais suscetíveis a ele são as comumente expostas ao sol, como as do rosto, do pescoço e da orelha.

Quais as causas?

Dentre as causas mais comuns, a exposição solar é a mais comum delas, pois a falta de proteção solar durante banhos de sol causa queimaduras, o que com o passar dos anos aumenta o risco de desenvolver câncer de pele. Isso ocorre porque a agressão à pele faz com que haja alteração no crescimento das células cutâneas, causando reprodução celular desordenada.

Idade e sexo também estão entre os fatores de risco, sendo mais comuns entre o sexo masculino que o feminino. Como a idade média em que a mulher costuma passar pela menopausa é de 50 anos (em que ela passa a produzir uma quantidade menor de hormônios) a chance de desenvolver câncer diminui um pouco, e após a quinta década de vida os homens são alvos mais expostos. De acordo com dados dos Estados Unidos sobre o câncer de pele em norte-americanos, o tipo melanoma é mais comum em homens que em mulheres, mudando pouco com a idade.

A característica da pele também é um fator de risco, pois pessoas com pele, olhos e cabelos claros tem mais chances de contraírem câncer de pele. Esse índice costuma dobrar no caso de pessoas com albinismo.

Indivíduos que, durante banhos de sol, a pele só costuma ficar com queimaduras, mas não bronzeia, devem ficar atentos e passar por exames de rotina no dermatologista, médico responsável por diagnosticar e tratar o câncer de pele. O mesmo vale para pessoas com muitas pintas ou manchas pelo corpo.

Questões de saúde são alvos constantes no aumento da incidência da patologia; histórico familiar da doença é um fator que pode indicar uma predisposição nas gerações seguintes, e pessoas que já passaram por câncer de pele uma vez podem se tornar recidivas, ou seja, observar o retorno da patologia. Indivíduos com imunidade baixa – incluindo-se leucêmicos, portadores de linfoma, pessoas que passaram por transplantes de órgãos e aqueles que tomam imunossupressores – devem evitar ao máximo o banho de sol.

Quais são os sintomas?

Os sintomas são extremamente característicos, mudando pouco de um tipo de câncer para outro. O importante mesmo é o processo de verificar na pele a presença de pintas e pequenas verrugas anormais no corpo. Geralmente as pintas que podem representar um crescimento desordenado e anormal de células são aquelas onde uma metade é totalmente diferente da outra, inclusive sua coloração costuma mudar, variando do marrom, bege preto e podendo ir até o rosa, branco e um pouco avermelhado.

É mais correto que as pessoas façam um check-up ou exame, conhecido popularmente como “ABCD”, que pode ser inclusive ser feito em casa, ao menos duas vezes por ano. A pessoa deve examinar a pele por todo o corpo em busca de pequenas anomalias cutâneas, inclusive no couro cabeludo, e registrar com uma foto. Para isso, peça a ajuda de uma pessoa próxima para que ela te ajude a examinar algumas partes do corpo. De todo o modo, esse check-up também pode ser feito clinicamente por um dermatologista especialista em câncer de pele.

Nas três primeiras categorias citadas (carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e melanoma), algumas pequenas diferenças podem ser apontadas:

  • No primeiro, que é mais comum, menos agressivo e com baixíssima taxa de haver metástase (migrar para outras partes do corpo), as regiões mais afetadas são o rosto e pescoço. Já as características mais comuns são a aparência perolada, coloração branca, rosa, bege ou marrom, facilidade de sangrar e chance de secretar algum líquido. Uma constante queixa de pacientes com esse tipo é que quando há ferida, ela costuma demorar ou até mesmo não cicatrizar.
  • O segundo, mais agressivo e com taxa um pouco maior de causar metástase, é mais visualizado no couro cabeludo, rosto, orelhas e nuca, com chance de aparecer na mucosa da boca. As características do CEC são parecidas com as do primeiro, mas há também sinal de dano solar na pele, perda na elasticidade, enrugamento, coloração avermelhada e crescimento rápido, podendo levar meses (considerado rápido).
  • O último, melanoma, é mais agressivo, sério e maligno. A chance de metástase é maior. Além das partes superiores do corpo, ele pode afetar regiões como gastrointestinal, locais próximos das genitálias, dorsos e braços. Há a chance de criar uma verruga ou pinta preta na pele, alterar uma mancha, mudando tamanho e pigmentação ou até mesmo causar coceira, sangramento, dor constante e não cicatrizar.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é simples e feito clinicamente por um dermatologista especialista em câncer de pele. O paciente deve anotar quais são as pintas ou verrugas suspeitas e mostrar ao médico, que vai analisar com cuidado a região afetada e verificar com um dermatoscópio – que é uma espécie de lente de aumento – se de fato a pessoa está certa em sua suspeita.

Caso a incerteza seja grande, o médico pode coletar uma mostra de tecido para análise, o que é chamado de biópsia, ou então coletar dados para uma dermatoscopia digital. Esse procedimento visa analisar a região afetada por meio de fotografias ampliadas do local de crescimento anormal. Visando verificar pequenas alterações antes que elas fiquem visíveis a olho nu.

No intuito de aprimorar o tempo e eficácia da consulta, o paciente deve fazer algumas pequenas anotações úteis ao médico, como: um pequeno histórico de saúde familiar e individual sobre possíveis problemas de pele (como câncer de pele); uma breve lista com os sintomas apresentados e um relato sobre as atividades diárias dele. Essas informações costumam auxiliar a descoberta por um diagnóstico mais sucinto e certeiro.

Quais são as formas de tratamento disponíveis?

Como o câncer de pele tem diferentes categorias e intensidades, há várias formas de procedimentos cirúrgicos para o trato da patologia seguido do tratamento medicamentoso e sessões de quimio ou radioterapia.

Vale lembrar que em idosos debilitados ou pessoas acamadas, a cirurgia pode não ser uma alternativa feliz, já que a condição física pode não ser apropriada. Sendo assim, o mais indicado pode ser fazer somente o tratamento conservador que viria somente após a cirurgia.

De toda a forma, se o câncer for agressivo ou mesmo melanoma, é possível que o dermatologista especialista em câncer de pele peça ao paciente que faça tratamentos preventivos, como radioterapia ou quimioterapia. Há situações também onde a pinta cancerígena não apresenta risco iminente à saúde e portanto não precisa ser operada, mas deve ser constantemente monitorada. Nessa situação, médico e paciente devem discutir sobre operar ou não.

O primeiro tem o intuito de expor o paciente a radiações ionizantes para matar as células debilitadas. O problema é que além das células afetadas, esse tratamento mata as células boas também, o que reduz a imunidade. Já a segunda opção, a quimioterapia, tem como base os medicamentos quimioterápicos, aplicados no trato de doenças provocadas por agentes biológicos. No caso do câncer, esse tratamento é chamado de quimioterapia antineoplástica ou antiblástica.

Informações de recuperação e pós-operatório

O pós-operatório vai depender muito das condições do paciente, do grau de seriedade da cirurgia e da intensidade da dor. De modo que uma cirurgia simples de remoção de um pequeno carcinoma basocelular pode ser pequena, mas em um carcinoma espinocelular ou melanoma pode consistir em um procedimento delicado ou com maior abrangência.

Após a cirurgia, o paciente deve ainda permanecer um pequeno período na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital para que seja monitorado por uma esquipe de médicos, somente depois é que ele deve ser encaminhado para o quarto e então receber a liberação médica para ir para a casa. Os pontos podem tanto cair após a ferida secar ou serem removidos no hospital.

A reabilitação da cirurgia pode ser rápida, mas o tratamento contra o câncer como doença em um geral pode ser tanto tênue como extremamente delicado. No caso de cânceres malignos, é importante que o paciente possa contar com todo o apoio possível de companheiro(a), família e amigos.

Um tratamento com quimioterapia, radioterapia e cirurgia pode ser muito duro e debilitante para o paciente, portanto, caso haja alguém em sua família passando por uma doença assim, dê todo o suporte possível para essa pessoa. A reabilitação não precisa ser dura e pessimista, mas sim calma, sem estresse e unificadora, pois contar com o apoio de pessoas importantes na vida e fazer coisas pelas quais o paciente sente alegria em viver é um incentivo inabalável.

No mais, pacientes que já passaram por problemas como esses devem se cuidar para evitar tomar sol em excesso, se puder até mesmo não tomar sol, é melhor. Realizar constantes consultas de rotina é importante, pois ajuda a verificar se a patologia for recidiva ou não. Vale deixar o registro de que praticar esportes, manter uma alimentação saudável e uma rotina de sono sã, é um caminho do meio que garante grande qualidade de vida, tanto para jovens como para idosos.

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