Dermatologia

O que é?

O Herpes é uma doença causada por um vírus que se instala nas terminações nervosas. No total, existem oito tipos diferentes de vírus da família Herpes que causam doenças em humanos. Os tipos mais comuns são causados pelos Herpes simples tipo 1 (HSV-1) e 2 (HSV-2) que, respectivamente, são conhecidos como herpes simples (ou herpes labial) e herpes genital. Eles costumam causar lesões visíveis e doloridas nas regiões afetadas.

O vírus se instala em células nervosas do corpo tornando inviável a cura total do Herpes, mas os sintomas podem ser prevenidos e tratados de diversas maneiras.

O que causa o Herpes?

O vírus do Herpes é altamente contagioso e são necessários apenas alguns segundos de contato com a área infectada para que haja a transmissão entre duas pessoas. O contágio pode acontecer mesmo que o portador do vírus não tenha nenhuma lesão aparente (ainda que o risco seja maior quando existe a presença das feridas).

No caso do Herpes tipo 1, o Herpes labial, é comum que o primeiro contato ocorra durante a infância por meio de secreções orais. O compartilhamento de alguns itens, como talheres, batons e copos pode causar o contágio. A maneira mais conhecida de transmissão desse tipo é o beijo (saliva).

O Herpes tipo 2 é o principal responsável pelos quadros de Herpes genital (caracterizando uma doença sexualmente transmissível - DST). A melhor forma de prevenir o contágio é o uso de camisinha durante as relações sexuais. Quando as feridas estão aparentes, o ideal é evitar o sexo já que o vírus se espalha também pela virilha e ânus. As lesões também aumentam o risco de contágio por outras DSTs.

Existe ainda uma terceira forma conhecida do Herpes (ainda que mais rara), a de tipo 3, chamada de Herpes Zóster. Ela também é conhecida como vírus da varicela ou vírus da catapora. Nesses casos, a infecção costuma acontecer na infância por secreções orais, resultando no quadro clássico de catapora. O Herpes Zóster ocorre quando há a reativação desse vírus que não foi completamente eliminado do corpo.

Quais os sintomas?

Cerca de 640 mil brasileiros são infectados pelo vírus do Herpes todos os anos. Grande parte dessas pessoas não apresentará nenhum sintoma durante a vida. Já os outros pacientes terão crises recorrentes que vão e voltam de forma espontânea.

Os sintomas do Herpes variam de acordo com o tipo. Em geral, o vírus se manifesta de maneira mais agressiva na primeira aparição, pois o sistema imune é pego ‘de surpresa’.

Quando ocorre o Herpes labial é possível perceber a presença de pequenas bolhas com líquido claro, vermelhidão e ardor ao redor da boca. As lesões também podem acontecer na gengiva ou na garganta. Dor de garganta e febre podem anteceder o aparecimento das feridas.

O Herpes genital apresenta sintomas semelhantes ao labial. Ardor, vermelhidão, feridas na vagina e feridas no pênis são bastante comuns. As lesões também podem surgir nas nádegas, virilha e ânus. Após o primeiro contato com o vírus, as lesões podem aparecer de maneira mais intensa causando ardor para urinar e dificuldades para ter relações sexuais.

Na primeira manifestação do Herpes tipo 3, a catapora, as lesões são avermelhadas e com bolhas que surgem no corpo todo. Quando o vírus é reativado e o Herpes Zóster acontece, alguns sintomas são semelhantes: feridas avermelhadas e bolhas com líquido claro. Essas lesões ficam concentradas em um lado do corpo, geralmente na região torácica.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico médico é de suma importância, pois algumas doenças podem causar lesões semelhantes às do Herpes, principalmente na região genital. Dependendo do caso, o paciente pode procurar uma clínica especializada em infectologia, dermatologistas, ginecologistas e urologistas.

Durante a consulta, o médico deve realizar uma série de perguntas sobre os sintomas, histórico médico e situações de risco (relações sexuais sem o uso de camisinha, por exemplo).

Na maioria dos casos de Herpes simples, o diagnóstico pode ser concluído por observação clínica. Se necessário, o médico pode solicitar alguns exames, como de sangue para anticorpos de HSV e cultura viral de lesão.

Quais os tratamentos disponíveis?

Como o vírus se aloja em células nervosas e não é completamente eliminado do corpo, não existe cura para o Herpes. No entanto, é possível perceber algumas situações que ‘ativam’ a reativação do vírus e das lesões, possibilitando cuidados de prevenção e tratamentos.

O sistema imunológico fraco é um grande facilitador do Herpes, por isso, uma alimentação adequada e a prática de exercícios são aliados na prevenção do vírus. Vale a dica para procurar um nutricionista e conhecer os alimentos que enfraquecem o Herpes.

A maioria dos casos é benigno e tem um ciclo que dura entre cinco e sete dias. O uso de medicações no início do quadro, quando o paciente começa a sentir certo incômodo na região, pode abreviar os sintomas ou até brecar o aparecimento das lesões. O aciclovir é o medicamento mais utilizado para impedir a reprodução do vírus, mas também podem ser indicados o ezopen e o penvir.

Pacientes que apresentam casos muito recorrentes de Herpes podem fazer uso da medicação continua e para prevenir a doença e reduzir sua transmissão. Nos casos de Herpes Zóster podem ser aplicadas vacinas imunoestimulantes que diminuem a intensidade e frequência da manifestação do vírus. Em todas as situações, é extremamente importante procurar um médico para avaliar o quadro e realizar o tratamento mais adequado.

Outros fatores, como o excesso de sol, estresse e período pré-menstrual também estão entre as situações recorrentes que desencadeiam a doença. É importante que o paciente avalie junto com os médicos as melhores maneiras de controlar os quadros que provocam o Herpes.

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