Dermatologia

O que é?

Uma das patologias de pele mais comuns entre os brasileiros, a micose é uma doença causada pela proliferação exacerbada de fungos em partes quentes e úmidas do corpo, tais como: virilha, pés, couro cabeludo e unhas das mãos ou dos pés. Mas não se acanhe, pois nem todos os fungos são maléficos ao corpo humano, inclusive, existem fungos que são saudáveis e constituem diversas estruturas, tais como a pele.

O problema mesmo é quando eles passam a se reproduzir em larga escala, se alimentando de queratina e gordura da pele. Em suma, a micose pode surgir em locais quentes e úmidos, como nas regiões do corpo onde, após o banho, as pessoas costumam não secar direito. Na grande maioria das vezes o próprio corpo se encarrega de conter a infestação fúngica, entretanto, em indivíduos com imunidade baixa o sistema de defesa pode falhar, necessitando de ajuda médica.

Quais as causas?

A grande quantidade de casos de pessoas diagnosticadas com micose se deve a inúmeras causas, ainda mais somando-se o fato de que ela é contagiosa e pode passar tanto por meio do contato com a pele como por meio de produtos de higiene pessoal, como toalhas, fronhas e roupas de baixo. Frequentar locais públicos como saunas, piscinas, banheiros públicos ou vestiários é um fator que expõe o atleta ao risco de pegar não somente uma micose, mas outros tipos de doenças de pele contagiosas.

Um outro aspecto de grande importância quando o assunto é micose são os tipo de pele de cada pessoa, pois peles muito oleosas ou com hiperidrose (excesso de suor) tem mais chances de contrair a patologia, já que o acúmulo de gordura serve de alimento e a pele úmida propicia condições favoráveis para a proliferação dos fungos.

Basicamente, a medicina trabalha com três tipos de micose, cada uma com abordagens, causas e sintomas diferentes: pitiríase versicolor, tinhas (também conhecida como pé de atleta quando acomete os pés) e onomicoses. A primeira, que também é conhecida como pano branco, causa pequenas manchas de tom claro ou branco, além de descamar. Essa categoria afeta braços, tronco, pescoço e rosto. Apesar de não causarem coceira, esse tipo de micose torna a pele muito fina e frágil.

O segundo tipo, a tinhas, se trata de uma micose um pouco mais diferente que a anterior, ao invés de brancas, as manchas são vermelhas, descamadas e coçam. Se a ocorrência for no pé, então ela ganha o nome de pé de atleta, pois o constante suor, a circulação de sangue (que aumenta a temperatura dos pés) e o local úmido devido ao suor, são intrínsecos para a ocorrência de tinhas no pé, que além de tudo, é um dos tipos de micose mais comuns, tanto em esportistas como em pessoas sedentárias. É importante dizer que a tinhas pode ocorrer também no couro cabeludo, extremamente comum em crianças. A identificação é rápida, já que forma uma placa com crostas seguida de bastante coceira. No local afetado, os fios de cabelo caem, formando uma falha no local, como se alguém tivesse cortado.

Por fim, o último tipo, as onomicoses, ocorrem com maior frequência em unhas e dedos dos pés e mãos, apesar de que o restante do corpo também é afetado. Esse tipo de micose altera o formato das unhas, deixando-as grossas e descoladas. A aparência dela piora com o tempo. Se no início da patologia as manhas eram apenas um pequeno pontinho na unha, no decorrer da doença, a falta de cuidado pode tornar a doença recorrente e dolorosa.

Quais são os sintomas?

Existem diversos sintomas fáceis de identificar a micose, mas como há três tipos diferentes, nem sempre a coceira se manifestará igual em um desses tipos. É o exemplo da pitiríase versicolor e da tinhas, na primeira há muito pouca coceira, mas também descama, ao passo que na segunda (tinhas), as manhas coçam e machucam, a tonalidade é diferente, a pele fica mais descamada, frágil e com uma tonalidade muito diferente, variando entre o vermelho e o rosa.

Como a região predominante do terceiro tipo é nos dedos e unhas das mãos, a constante coceira causa dor e fissuras que incomodam muito. Como a região da virilha e das genitálias representa uma região extremamente conveniente para a micose surgir, o desenvolvimento dela é acelerado, e nessa região pode ser confundida com a cândida albicans.

Conhecida também por candidíase, esse outro tipo de doença causada por fungos tem sintomas parecidos e causa manchas vermelhas e incômodas. Entretanto, aos olhos de um dermatologista pode ser facilmente identificada. Durante o verão, fase em que a temperatura eleva junto à humidade do ar, tanto a micose quanto a candidíase tornam-se grandes vilãs da pele, pois as condições de proliferação de fungos são ideais.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é simples e pode ser feito clinicamente por um dermatologista. Muitas vezes não necessita nem mesmo de exame para auxiliar no diagnóstico, com exceção de quando há outros sintomas envolvidos, pois pode indicar outros tipos de doença que podem inclusive não ser uma manifestação fúngica.

Em todo o caso, se o dermatologista achar interessante ou necessário realizar outros tipos de exames, ele pode realizar uma raspagem para coletar uma amostra e analisar por meio de um microscópio. Se preferir, ele pode enviar o material para análise no laboratório, onde o procedimento ganha outro nome, biópsia. Com esse tipo de estudo, é possível identificar várias informações adicionais de suma importância para encontra a raiz dos sintomas.

Todavia, na grande maioria das vezes o diagnóstico é feito por meio de observação e análise de alguns dados fornecidos pelo paciente, são eles:

  • Início dos sintomas: se tiverem início durante uma viagem para uma região tropical ou apenas litoral, onde a humidade é grande, é muito mais fácil para o dermatologista determinar se é micose e qual tipo é.
  • Atividades rotineiras: o paciente pode escrever antes da consulta clínica uma pequena lista com as atividades rotineiras. Um exemplo muito comum onde pode haver micose do tipo tinha ou onomicose, é em esportistas ou apenas corredores. Isso se deve ao aumento da circulação sanguínea, que gera calor corporal. Como os pés são locais que ficam muito quentes e úmidos, a chance de haver micose aumenta.
  • Locais de frequência: se a pessoa fazer exercícios em academia ou clube e frequentar vestiários públicos ou piscinas, há grande chance de se contaminar com micose. Andar descalço nas praias ou utilizar constantemente transporte público são atividades ímpares que facilitam o surgimento de micose.
  • Histórico de saúde familiar e individual: anotar em um papel antes da consulta uma pequena lista com o histórico de saúde do paciente e de parentes próximos a ele pode auxiliar o diagnóstico, já que se tratada pela metade, a micose pode se tornar recidiva. Compartilhar banheiros e tomar banho descalço onde outras pessoas (com micose) também tomam, é a chave para contrair micose.

Quais as formas de tratamento disponíveis no mercado?

As formas de tratamento disponíveis são próximas umas das outras em todos os casos de micose, com exceção da onomicose, que demanda um tratamento muito mais trabalhoso e cuidadoso. No caso dela, o tratamento completo pode durar até mesmo um ano, e se for feito de forma desleixada, pode retornar.

Basicamente, o tratamento mais eficaz é o uso de pomada para micose (pitiríase versicolor e tinhas), que tende a curar em um período de um a três meses. No entanto, infecções de micose mais fortes demandam também medicamentos antifúngicos mais fortes, como drogas e injeções. É importante se atentar ao funcionamento do fígado, pois esses medicamentos podem prejudica-lo, dessa forma, mesmo durante a fase de tratamento o paciente deve ser monitorado.

Informações sobre recuperação e prevenção

A recuperação da micose exige apenas que o paciente não compartilhe roupas, fronhas, lençóis e muito menos produtos de higiene pessoal com outras pessoas, uma vez que é transmissível. Roupas devem ser lavadas separadamente e colocadas para secar ao sol. Esses cuidados devem ser mantidos até que o médico não ache mais necessário. Nesse período, é importante o paciente evitar usar locais de banho públicos, como em vestiários. No caso de piscinas, elas devem ser evitadas a todo o custo.

A prevenção é simples, mas no caso de pessoas com o sistema imunológico mais fraco, como em pacientes leucêmicos ou em tratamento contra o câncer (que reduz a imunidade), pode se tornar um pouco mais complicado.

Em suma, é importante sempre andar com calçados e chinelos durante o banho, se secar bem após lavar-se e manter uma alimentação balanceada, rica em nutrientes, além de uma vida saudável.

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