Endocrinologia

Vamos falar sobre Hipotireoidismo? Para começar, é preciso entender o que é e o que faz a tão famosa tireoide.

Glândula Tireoide

A glândula tireoide faz parte do sistema endócrino do corpo humano. Esse sistema é responsável pelos órgãos que mandam os hormônios para o sangue e garantem o funcionamento e equilíbrio de um indivíduo.  

A tireoide fica localizada no pescoço, perto do pomo de adão, e produz os hormônios tireoidianos: a triiodotironina (T3) e a tiroxina – ou tetraiodotironina – (T4). Juntos, eles são responsáveis por regular o metabolismo do corpo humano.

O que é?

O Hipotireoidismo é uma doença da glândula tireoide que altera a sua função (a produção e liberação dos hormônios). Ele consiste na baixa produção de T3 e T4, com quedas dos níveis desses hormônios no sangue.

A baixa produtividade e pouca ação desses hormônios acabam prejudicando e tornando lento o processo metabólico. Por conta disso, a condição também ficou conhecida como ‘tireoide cansada’.

O que causa o Hipotireoidismo?

O Hipotireoidismo é dividido em duas classificações quanto às causas: a primária e a secundária. As primárias provêm de alterações localizadas na glândula e as segundas ocorrem por conta de outras disfunções.

A Tireoide de Hashimoto é uma condição autoimune e uma das causas primárias mais comuns do Hipotireoidismo. Ela é lenta e crônica e destrói gradualmente as funcionalidades da glândula tireoide – por isso diversos pacientes com Hashimoto costumam apresentar a doença já depois de adultos. Já o Hipotireoidismo Congênito ‘nasce’ com o bebê. Por algum motivo, a liberação dos hormônios não ocorre corretamente.

Como a glândula tireoide utiliza o iodo na produção dos hormônios, algumas causas estão ligadas a isso. Certos tratamentos usados para o Hipertireoidismo, onde ocorre produção excessiva dos hormônios T3 e T4, utilizam iodo radiativo e podem acabar resultando em Hipotireoidismo. A deficiência de iodo na nutrição também acaba levando ao desenvolvimento da doença.

 O Hipotireoidismo também pode se desenvolver, em casos mais raros, por uma queda do estímulo dos hormônios TSH e TRH à glândula tireoide. Aqui vale uma explicação! Existe uma sequência de estímulos que levam à liberação dos hormônios T3 e T4. Tudo começa no Hipotálamo, que produz o hormônio TRH. Ele caminha até outra área, a Hipófise, uma glândula no cérebro, para estimular a liberação do TSH. Por fim, esse hormônio incentiva o funcionamento da tireoide e a distribuição dos dois hormônios que ela produz. Por isso, se um desses mecanismos não funciona corretamente, o resultado pode ser o Hipotireoidismo.

Alguns medicamentos, traumas cirúrgicos e a gravidez também podem ser causas do Hipotireoidismo (na gestação, podem ocorrer mudanças fisiológicas na função da tireoide).

Sintomas

O Hipotireoidismo possui muitos sintomas que podem, inclusive, ser confundidos com outras condições. Entre eles estão:

- Aumento de peso e dificuldade em perder peso;
- Fadiga;
- Dificuldades de memorização e para se concentrar;
- Depressão;
- Intolerância ao frio;
- Fraqueza muscular;
- Voz rouca;
- Pálpebras caídas;
- Irregularidade menstrual;
- Aumento no colesterol;
- Sensibilidade e pele irritada por conta do frio;
- Queda de cabelo;
- Prisão de ventre.

Nos recém-nascidos pode ocorrer diminuição dos reflexos, problemas no desenvolvimento e choro falhado/roco.

Diagnóstico

 A análise dos sintomas e um exame físico geralmente indicam para o especialista a suspeita de Hipotireoide. A confirmação do diagnóstico se dá por meio de exames de sangue laboratoriais onde são medidos os níveis de hormônios (TSH, T4 e T3, dependendo do caso). 

Nos casos dos recém-nascidos, o exame que diagnostica o Hipotireoidismo Congênito é o Teste do Pezinho. Se houver alguma alteração, o médico pode solicitar exames mais precisos para confirmar o diagnóstico.

Como tratar o Hipotireoidismo

Como o Hipotireoidismo se caracteriza pela baixa produção dos hormônios da glândula da tireoide, o tratamento se baseia essencialmente em uma reposição hormonal. A ideia é que sejam usados hormônios exatamente iguais aos que deveriam ser produzidos pela tireoide – bioidênticos. O tipo mais comum usado nos tratamentos é a levotiroxina. A dosagem vai variar de acordo com o peso, idade, gravidade da doença e condição do corpo.

Entre seis semanas e dois meses depois da primeira administração do hormônio, deve ser realizado um novo exame para acompanhar as taxas hormonais na corrente sanguínea. Os pacientes não costumam apresentar reações adversas aos hormônios, que também podem ser administrados durante a gravidez.

Uma medida caseira que pode ser tomada, que deve ser acompanhada da reposição hormonal, é trabalhar a dieta para quem tem Hipotireoidismo. Vale investir em alimentos com iodo e selênio (que ajuda no processo hormonal). Uma dieta balanceada ajuda a manter a energia, auxiliando no tratamento.

Na maioria dos casos, o tratamento do Hipotireoidismo dura a vida inteira porque está associado a causas que irreversíveis.

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