Densitometria Óssea

O que é densitometria óssea?

Como um sistema integrado, o organismo humano funciona de forma complexa e simultânea: se alguma função falhar, por menor que seja, compromete o desempenho do sistema como um todo, podendo gerar graves consequências ao paciente. Com o avanço da tecnologia, cada vez mais exames contribuem para o diagnóstico preciso, inclusive para mostrar a evolução do quadro do paciente ao longo de um tratamento.

A densitometria óssea faz parte desses exames que realizam o diagnóstico e podem detectar de forma precoce doenças graves como a osteoporose (doença que torna os ossos frágeis e quebradiços), pois permite avaliar a perda óssea.

Um levantamento feito pela Organização Mundial da Saúde mostrou que, somente no Brasil, a doença atinge mais de dez milhões de pessoas e se caracteriza por ser uma patologia silenciosa e que é descoberta, geralmente, quando ocorre uma fratura espontânea ou causada por pouco impacto nos ossos.

Em nível mundial, dados da IOF (International Osteoporosis Foundation) apontam que a doença é responsável por nove milhões de fraturas, equivalente a uma fratura a cada três segundos. Nesse contexto, o fato de realizar um exame que detecta a osteoporose precocemente é fundamental para que os tratamentos ministrados por especialistas tenham bons resultados. A maioria dos casos registrados tem relação direta com o envelhecimento do paciente, que deve passar por visita periódica com médico ortopedista ou médico reumatologista.

Além da osteoporose, a densitometria óssea pode detectar se o paciente possui osteopenia (perda precoce de densidade óssea, tornando-os mais fracos), ou maior possibilidade de fraturas.

Como é realizado o procedimento?

Ele é o exame mais indicado para avaliar a densidade mineral dos ossos e avalia a coluna lombar, região do fêmur e o terço distal do rádio: áreas com maior probabilidade de fraturas. O aparelho utilizado é vantajoso por ser rápido e produzir baixa exposição à radiação. Além disso, é um exame rápido que dura até dez minutos, sendo indolor e eficaz para a medição de densidade mineral óssea.

Realizada por um técnico em radiografia ou especialista em densitometria óssea. O técnico irá pedir para que o paciente se deite sobre uma maca, posicionando as pernas em um suporte para que haja alinhamento entre pelve e coluna vertebral. O laser do aparelho irá escanear os membros em zigue-zague digitalizando os ossos e medindo a quantidade de radiação absorvida por eles.

Para quem é indicado?

O exame pode ser solicitado por um médico reumatologista ou médico ortopedista e verifica o teor de cálcio e outros minerais nos ossos. Ele costuma ser solicitado, principalmente, para detectar casos de osteoporose e osteopenia.

O procedimento também tem aplicação pediátrica com a função de acompanhar o crescimento das crianças e adolescentes – é nesta fase que os pacientes atingem o pico de ganho de massa óssea. O objetivo é prevenir alterações ósseas capazes de gerar algum problema na fase adulta.

Por meio do exame, é possível avaliar a massa óssea, quantidade de massa magra e gordura presente no corpo do paciente, como complemento à avaliação de idade óssea feita por meio de raio-x nas mãos e punhos.

É importante que o paciente narre seu histórico de patologias e possíveis fraturas, bem como os medicamentos utilizados para que seja feita uma análise da possibilidade do exame ser realizado.

Contraindicações para realização do exame

No geral, o exame não é indicado para:

- Mulheres grávidas ou com suspeita de gravidez devido à radiação do aparelho;

- Pessoas que fizeram exame com contraste de iodo ou bário não podem fazer a densitometria óssea no período entre uma a duas semanas (tempo em que o contraste ainda está no organismo), porque este pode interferir no resultado.

- Pessoas que tenham feito cirurgia ortopédica extensa ou tenham prótese na região avaliada não devem realizar o exame. No caso de pessoas que tenham prótese em um fêmur, a avaliação é feita no outro.

- Pacientes que possuem obesidade mórbida também devem verificar o tipo de aparelho e maca usados nos procedimentos: a maioria das camas suporta até 160 quilos.

Preparação para o exame

No dia, o paciente não deve usar vestimentas com botões ou objetos de metal para o teste. Também é aconselhável não tomar nenhuma suplementação de cálcio previamente à realização do exame, pois pode interferir no resultado.

Após a realização, não é necessário nenhum cuidado específico. Como o método utilizado não apresenta nenhuma característica invasiva, o paciente pode voltar às atividades normais logo após a realização do procedimento.

Resultado da densitometria óssea

O resultado do exame será interpretado pelo especialista e o diagnóstico será repassado ao paciente pelo médico ortopedista ou médico reumatologista. Os escores indicados no resultado significam a quantidade de cálcio presente nos ossos.

O Escore Z é indicado para pessoas mais jovens e estima a possibilidade do paciente sofrer uma fratura, sendo eles:

- Valores até 1: apresentam resultado normal;

- Valor abaixo de 1 até -2,5: indicativo de osteopenia;

Valor abaixo de -2,5: indicativo de osteoporose.

Já o escore T é indicado para mulheres pós-menopausa ou idosos. Os resultados podem ser:

- Zero: situação normal;

- Valor até -1: limítrofe;

- Valor abaixo de -1: indicativo de osteoporose.

O exame deve ser realizado quando solicitado pelo médico, e é indicado para pacientes que possam ter doenças que afetem a densidade mineral dos ossos, bem como nas fases de pré e pós-menopausa. Ele também é recomendado para pessoas que já foram diagnosticadas com osteopenia ou osteoporose com o objetivo de monitorar o quadro da patologia e adequar o tratamento, caso necessário.

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