Ginecologia

O que é o câncer de mama?

Uma das principais características do câncer é a rápida multiplicação de células cancerígenas que afeta outros órgãos do corpo. O câncer de mama não é diferente, esse tipo de câncer faz parte de um diagnóstico relativamente comum – estimativas apontam que ao longo da vida uma a cada oito mulheres serão afetadas com a doença, o que a classifica como o principal tumor maligno que atinge o sexo feminino.

Dados divulgados pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA), apontam que no Brasil são descobertos mais de 576 mil novos casos câncer por ano e, desse total, mais de 57 mil são de tumores nas mamas. Apesar de ser um diagnóstico temido, o câncer de mama, quando descoberto ainda em estágio inicial, também é um dos que apresenta maior probabilidade tratamento – chegando a mais de 90% dos casos. Por isso, no mundo inteiro são difundidas campanhas como o Outubro Rosa que tem como objetivo gerar conscientização para a realização de exames como a mamografia que é capaz de detectá-lo precocemente.

Outra característica importante é que esse tipo de câncer cresce de forma lenta e gradual e tem relação direta com o desenvolvimento da glândula mamária que começa a crescer logo após a primeira menstruação, por isso é importante que desde a juventude as mulheres criem o hábito de realizar o autoexame que consiste em apalpar e mama verificando a existência de nódulos. É importante ressaltar que a maioria dos nódulos encontrados na glândula mamária (cerca de 80%) são benignos. Se algum caroço for encontrado durante o autoexame é necessária uma consulta com um ginecologista que irá averiguar a hipótese de existir alguma doença e, posteriormente, avaliação através de exames de imagem como a mamografia.

A Organização Mundial da Saúde aponta que as mulheres que estão na faixa etária entre os 50 e 69 anos se enquadram em um grupo de risco, apresentando maiores chances de desenvolver o câncer. Entretanto, especialistas apontam que o número de mulheres com menos de 30 anos diagnosticadas com a doença tem aumentado muito nos últimos anos. Uma das explicações é devido ao fato do câncer ser multifatorial (pode acontecer por causa de diversos fatores), podendo ser influenciado até mesmo por questões externas, como a má alimentação.

Quais são as causas?

Não se sabe com certeza quais são as causas para o diagnóstico do câncer de mama. Entretanto existe uma série de fatores que podem deixar as mulheres alertas com relação à doença. É considerado fator de risco, por exemplo, ter parentes próximas (mãe ou irmãs) que tiveram a doença. Mulheres que menstruaram precocemente (com nove ou dez anos), que tiveram a primeira gravidez após os 30, que não tiveram filhos ou, ainda, que se encontram na menopausa.

Sintomas mais comuns

Os sintomas mais comuns de câncer de mama são os nódulos e algumas características presentes neles podem ajudar a avaliar se o nódulo é benigno ou maligno. Se o caroço for indolor, duro e não se mexer, ele tem maiores chance de ser maligno, por isso é imprescindível a consulta com um ginecologista assim que o nódulo for identificado pela paciente.

Outros sinais da doença podem ser inchaço no seio, dor no mamilo, alteração da cor da pele, secreção pelo mamilo e nódulos nas axilas.

O câncer de mama também pode acometer os homens, mas acontece com uma taxa de incidência muito menor (apenas 1% dos casos de câncer de mama).

Tipos de câncer de mama

Existem muitos tipos de câncer de mama, alguns mais invasivos e raros do que outros. Na maioria dos casos, o câncer se desenvolve entre os ductos (parte interna da mama localizada próximo ao mamilo) ou lóbulos (parte interna da mama envolvida pelo tecido adiposo). Quando a célula cancerígena se desenvolve especificamente em um local, é denominada in situ, já quando o câncer ultrapassa o ducto ou lóbulo, ele passa a ser invasivo. Dentre os tipos mais comuns estão:

- Carcinoma ductal in sito – acontece quando o câncer está localizado no interior do ducto, em fase inicial. Quase todas as mulheres diagnosticadas nesse estágio podem ser curadas.

- Carcinoma ductal invasivo – quando o câncer que se iniciou no ducto passa para o tecido adiposo, e pode, inclusive, se espalhar para outras partes do corpo. Ele se caracteriza como o tipo mais comum de câncer de mama.

- Carcinoma lobular in sito – o câncer cresce dentro dos lobos das glândulas produtoras de leite, mas sem ultrapassar a parede lobular.

- Carcinoma lobular invasivo – é o segundo tipo de câncer mais comum e pode acontecer nas duas mamas, por causa do rompimento do lóbulo e da grande possibilidade de metástase.

- Carcinoma inflamatório – tem início nas glândulas que produzem leite e se apresenta como uma inflamação na mama que se alastra. É a forma mais agressiva de câncer de mama e as chances de metástase são grandes.

O tempo conta muito para a cura da paciente. Por isso, quanto mais cedo for diagnosticada a doença, maiores são as chances de cura. A campanha Outubro Rosa ressalta a importância de fazer exames periodicamente, deixando as mulheres atentas e informadas a respeito das consequências da não realização dos procedimentos de prevenção.

Como diagnosticar?

Quanto maior for o tumor, mais escassas são as chances de combatê-lo. A forma mais eficaz de descoberta precoce da doença é a realização da mamografia (um exame de imagem em que o seio é comprimido pelo mamógrafo, o que facilita a verificação e descoberta de doenças). Após os 40 anos de idade é recomendado que as mulheres realizem o exame pelo menos uma vez por ano.

Tratamentos disponíveis

No geral, os tratamentos para combater o câncer de mama dependem do estágio em que a doença se encontra. Podem ser realizados tratamentos locais (sem afetar outras partes do corpo) que consistem em cirurgia e radioterapia. Já quando o quadro é mais grave, podem ser realizados tratamentos sistêmicos, ou seja, o uso de medicamento intravenoso ou via oral (que incluem terapia hormonal, terapia alvo e quimioterapia). Os tratamentos variam de acordo com a resposta de cada paciente aos procedimentos realizados, podendo ser feitos, inclusive de forma simultânea.

Em alguns casos, devido à gravidade do câncer, pode ser realizada a mastectomia (remoção total da mama). Para esses casos, existem técnicas de cirurgias plásticas que possibilitam a reconstrução mamária, permitindo que a paciente tenha um resultado estético satisfatório.

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