Otorrinolaringologia

O que é?

A labirintite é o termo utilizado para identificar a inflamação de uma estrutura do interior do ouvido, denominado labirinto. Este é constituído pela cóclea, ou caracol, que nada mais é do que a parte auditiva do ouvido interno; e pelo vestíbulo, que é um grupo de órgãos responsáveis pelo equilíbrio.

Portanto, quando a cóclea e/ou o vestíbulo são afetados e não funcionam corretamente, eles comprometem a audição e o equilíbrio do paciente, causando a labirintite. A enfermidade, que também é conhecida otite interna, costuma ser identificada pelo paciente pela costumeira sensação de tontura e dor de cabeça.

Quais as causas?

A labirintite pode ser causada por inúmeros fatores, isso porque as células do labirinto são grandes consumidores de oxigênio e de nutrientes. Ou seja, infecções virais ou bacterianas, medicamentos, má alimentação, estresse, ansiedade e problemas emocionais podem provocar a labirintite.

Entre os motivos mais comuns, estão a gripe, hipertensão, hipoglicemia, alergias, diabetes e o alto consumo de açúcar, cafeína, bebida alcoólica e cigarro.  Traumatismo craniano, tumor cerebral e doenças neurológicas também podem causar a labirintite.

A enfermidade também pode ser causada pela otite, que é um termo geral para toda inflamação ou infecção no ouvido.

Quem faz parte do grupo de risco?

Como incontáveis fatores podem provocar a labirintite, muitos podem estar suscetíveis à enfermidade. No entanto, diabéticos, hipertensos e pessoas com ansiedade crônica precisam ficar sempre atentos com a alimentação e o estresse do dia a dia, pois podem ser acometidos com mais periodicidade.

Quais são os sintomas da labirintite?

O paciente afetado pela labirintite poderá ter sensação de tontura, vertigem, desequilíbrio, falta de firmeza nos passos, vista embaçada, zumbidos, chiados e até perda de audição no ouvido infectado. Também pode sentir mal estar, náuseas, dor de cabeça e ansiedade.

Quem sofre de labirintite também pode sentir muito desconforto em banhos de piscina e no mar, já que esses ambientes exigem mais equilíbrio.

Todos esses sintomas acontecem porque, quando os órgãos responsáveis pelo equilíbrio e pela audição não funcionam corretamente, o cérebro recebe informações erradas sobre a posição do corpo no espaço.

Como é feito o diagnóstico?

Para diagnosticar a otite interna, o médico deverá realizar um exame clínico para identificar a presença de inflamações e a perda de audição. Testes deverão ser feitos para checar a sensação de tontura e vertigens. Em alguns casos, podem ser requeridos, ainda, um eletroencefalograma, uma tomografia ou uma ressonância magnética.

É essencial que o paciente descreva detalhadamente todos os sintomas ao médico, incluindo o período do mal estar. Também é recomendado avisar ao médico históricos da doença, além de levar antigos exames.

Quais são os tipos de tratamento disponíveis?

Em casos mais leves, a labirintite desaparece sozinha após algumas semanas. Mas, de todo modo, é importante identificar a causa da enfermidade para chegar ao tratamento ideal. É sempre bom lembrar que aliar os cuidados à boa alimentação já é um primeiro passo.

Para os motivos emocionais, o paciente precisa ter total atenção ao tratamento da ansiedade e ou depressão, por exemplo, pois além dos inúmeros problemas que essas doenças causam, elas podem provocar uma labirintite crônica.

Quando a causa é via infecção bacteriana, é receitado antibiótico, já em casos de vírus, o médico poderá recomendar medicamentos como anti-histamínicos, sedativos ou corticoides para aliviar os sintomas.

Há também um recurso chamado terapia de reabilitação vestibular, em que são feitos exercícios para restaurar o equilíbrio do paciente, o tratamento objetiva reduzir a tontura e os sintomas visuais; melhorar o equilíbrio e aumentar a atividade durante o dia.

Informações sobre prevenção

Confirme falado, a má alimentação é um tiro certeiro para a labirintite. Logo, a ingestão de bons nutrientes colabora e muito com a prevenção.O açúcar refinado é um dos grandes inimigos do paciente que sofre de problemas no labirinto, portanto, evite chocolates, bolachas, pães, tortas, bolos e algumas massas. A sugestão aqui é consumir massas integrais e optar por sobremesas mais nutritivas como banana, abacaxi, pera e maçã.     

No caso dos hipertensos, o sal é o vilão da labirintite. Trocar o condimento por temperos naturais pode ser a solução. Entre as opções estão a salsinha, a cebolinha, o alecrim, etc. Empanados e salgados deverão dar lugar aos sanduíches naturais.

Além do que comer, o paciente precisa estar atento a quando comer. Não adianta consumir bons alimentos se não o fizer com periodicidade. O ideal é comer de três em três horas, além de praticar o mantra de beber o mínimo de dois litros de água por dia, é fundamental para o equilíbrio do organismo, logo, do labirinto também.

Eliminar vícios como tabaco e álcool também é muito importante para minimizar os surtos de labirintite, além de também ser benéfico para outros organismos do corpo.

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