Otorrinolaringologia

O que é laringite?

Você já deve ter experimentado a sensação vibrante de torcer e gritar para encorajar o time do coração, soltado a voz em um show enquanto a banda preferida estava no palco ou, até mesmo, falar muito em um dia repleto de compromissos e reuniões. O problema é que depois dessas manifestações de emoção, alegria ou estresse você pode ter passado um ou dois dias rouco, ou completamente sem voz. Uma sensação em que o paciente se vê impossibilitado pelo fato de não conseguir se comunicar. Se ficar assim por alguns dias é ruim, imagine os casos em que isso se estende por semanas. É o que acontece quando há um quadro de inflamação da laringe.

A faringe é o órgão responsável por proteger as cordas vocais. Trata-se de uma estrutura cilíndrica que permite a emissão de sons através da modulação da passagem de ar. Quando as cordas vocais são irritadas, o inchaço que surge nelas provoca irritação e, inclusive, distorção no som produzido.

De forma geral, a doença não é considerada grave pelos médicos e, na maioria dos casos, por meio de um tratamento eficaz, o paciente fica completamente curado da inflamação da laringe em semanas. Mas pode ser que a manifestação dos sintomas, quando há rouquidão crônica, por exemplo, acuse um problema mais grave.

Quais são as causas?

Produzimos a fala quando o ar passa pelas cordas vocais, fazendo-as vibrar. Nos casos de laringite, seja por uso abusivo da voz ou por infecção viral (situações que caracterizam os casos mais comuns da doença), as cordas vocais ficam inflamadas, inchadas e irritadas. A consequência disso é a distorção da sonoridade vocal.

Existem quatro tipos de variação da doença: laringite aguda, laringite crônica, laringite por refluxo e a laringite infantil ou estridulosa. A maior diferença entre elas está na manifestação dos sintomas e no período de duração.

Sintomas

Caracterizando a maioria dos casos, a laringite aguda apresenta os seguintes sintomas: infecções virais semelhantes às que causam resfriado; estresse vocal causado pelo esforço excessivo da voz; e infecções bacterianas como a difteria (que atinge amígdalas, laringe e nariz, formando placas amareladas nessas regiões). Com o tratamento adequado, esses casos tendem a durar não mais do que duas semanas.

Já nos casos em que os sintomas persistem, a inflamação passa a ser considerada laringite crônica. Isso pode acontecer por causa da constante exposição a substâncias irritantes, lesões mais graves nas cordas vocais, ou tumores com a manifestação de nódulos ou pólipos. Elas podem ser causadas por vapores químicos ou fumaças que causam alergia, doenças ou refluxo gastroesofágico, sinusite crônica, doenças autoimunes, abuso de álcool ou tabagismo.

Em casos mais raros, ela ainda pode acontecer devido a infecções por bactérias, fungos ou parasitas. Em casos graves, ela pode ser causada por câncer, paralisia das pregas vocais (episódio seguido por AVC ou tumor pulmonar), ou aumento da curvatura das cordas vocais na terceira idade.

A laringite infantil ou estridulosa costuma atingir crianças de até três anos de idade e é mais comum no inverno após episódios de gripe, alergia, infecção das vias aéreas ou refluxo. Não é preocupante, mas é recomendável que o responsável procure um médico especialista para realizar o tratamento da doença. Geralmente, ela desaparece em poucos dias.

Já nos casos de laringite por refluxo, o paciente sente sintomas como azia e a sensação de regurgitação dos alimentos. Nesses casos é recomendável diminuir a quantidade de comida nas refeições e evitar certos tipos alimentos.

No geral, o paciente vai perceber que em alguns momentos a voz pode soar estridente, ser mais grave que o normal, ou “quebrar” algumas vezes (situação em que ele não consegue completar palavras ou frases). Em alguns casos, a voz pode ser perdida por completo. É possível sentir ainda garganta e tosse seca, ardência ao engolir e sensação de caroço no pescoço causada pelo inchaço das glândulas.

Os sintomas mais graves incluem dificuldade para respirar, tossir sangue e febre constante. Nas crianças, podem surgir barulhos no momento da respiração causados pelo estridor laríngeo.

Grupo de risco

Os pacientes com pré-disposição a doenças respiratórias, como bronquite e sinusite, precisam se atentar às causas da doença. Não é recomendável ficar exposto a substâncias irritantes como a fumaça de cigarro, ou consumir álcool em excesso.

Como é realizado o diagnóstico de laringite?

Ao perceber a persistência dos sintomas, o paciente pode procurar um otorrinolaringologista, clínico geral, ou pediatra (nos casos de laringite infantil). Após o exame físico que irá detectar características da doença que podem estar presentes na região do pescoço, como a existência de possíveis caroços, vermelhidão ou inflamação da laringe no fundo da garganta, o profissional poderá pedir exames para confirmar o diagnóstico. São eles a videolaringoscopia, a radiografia e a biópsia.

Na videolaringoscopia, é introduzido um fio fino com uma câmera na ponta que tem a função de filmar o movimento das cordas vocais do paciente enquanto ele fala. Com a radiografia, o médico pode verificar a existência de nódulos na região do pescoço. Já a biópsia é solicitada para saber qual é a origem da substância causadora do nódulo e quais são as possíveis opções de tratamento.

Realizando o tratamento

Geralmente os sintomas devem desaparecer naturalmente em menos de uma semana nos casos de laringite aguda. A laringite crônica poderá ser tratada com antibióticos ou corticoides para combater as infecções.

A intervenção no caso de nódulos também pode ser cirúrgica, mas é importante nesses casos procurar precocemente o médico, para que o tratamento realizado seja o mais eficaz possível.

A laringite por refluxo pode ser atenuada simplesmente ao evitar alguns alimentos. A laringite infantil acompanhada por sintomas de febre e dificuldade para engolir, pode indicar também inflamação de epiglote.

Algumas iniciativas cotidianas podem ajudar muito a aliviar os sintomas de irritação e dor, como beber bastante líquido para manter as cordas vocais hidratadas, fazer gargarejo com água morna e usar umidificadores, principalmente nos períodos de tempo seco.

Nos casos mais graves de inflamação da laringe é importante tratar rapidamente, evitando que ela comprometa outros órgãos do aparelho respiratório.

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