Otorrinolaringologia

O que é sinusite?

A sinusite é a inflamação dos seios paranasais que pode começar de forma simples: com uma alergia, gripe ou até por uma pessoa estar no mesmo ambiente com alguém que já está infectado pelo vírus influenza, ou em qualquer outra situação que atrapalhe a drenagem natural de secreção dos seios da face.

Estatísticas apontam que a doença é relativamente comum, afetando cerca de 30 milhões de brasileiros por ano, sendo que a sinusite também pode se originar devido a maus hábitos como o cigarro, ou por conta de outras infecções.

A secreção se acumula nos seios paranasais, região de cavidades ósseas que fica localizada ao redor do nariz e olhos. Essas cavidades estão cheias de ar e são responsáveis por desempenhar várias funções como:

  • Umidificar e aquecer o ar inspirado pelo nariz;
  • Aumentar a ressonância da voz;
  • Equilibrar a pressão intracraniana no caso de alteração da pressão atmosférica (no caso de mudanças bruscas de altitude, em situações de escaladas de montanhas, mergulho e até viagem de avião).

Por causa desse acúmulo, o organismo não consegue fazer a drenagem desse muco, o que causa a infecção.

Tipos de sinusite

Entre os tipos de sinusite, podemos destacar as que são provocadas por vírus, bactérias e alergias. A principal característica que difere cada um dos tipos é o tempo de duração da doença.

Quando o vírus é a origem, a sinusite é denominada como sinusite aguda e os sintomas desaparecem em até quatro semanas. Já a sinusite crônica, causada por bactérias, pode se prolongar por até 12 semanas. Existe ainda a sinusite recorrente que é quando o paciente tem quatro ou mais episódios de inflamação dos seios nasais durante o ano.

Quais são as causas?

Naturalmente, por meio de pequenos orifícios, o muco produzido pela cavidade nasal é drenado. Entretanto, quando se estabelece um quadro de alergia ou gripe, é possível que ocorra um edema da mucosa nasal e aumento das secreções. Isso acaba congestionando os pequenos orifícios e impedindo a drenagem desse muco, causando o acúmulo de secreção que, consequentemente, gera a sinusite.

Ela pode ser causada por agentes infecciosos, bactérias, fungos e vírus. Além disso, é possível que a sinusite seja desencadeada por elementos como poeira, ou até por um choque térmico.

Entre as causas mais comuns de sinusite é possível destacar, ainda:

  • Pólipos nasais (quando há crescimento de tecidos que bloqueiam o escoamento do muco);
  • Exposição do paciente à grande concentração de ácaro, poeira, pólen, mofo, pelos de animais e produtos químicos;
  • Pacientes com histórico de outras reações alérgicas como rinite e asma;
  • Desvio de septo nasal (porque a parede das narinas não está alinhada, o que facilita o bloqueio das passagens no seio nasal);
  • Algum osso fraturado na região facial que dificulte a drenagem do muco;
  • Doenças que diminuem a imunidade;
  • Doenças que impedem que os cílios dos seios nasais se movam como deveriam, como a síndrome de Kartagener (uma doença rara que consiste no alargamento dos brônquios dos pulmões);
  • Infecções odontológicas que causem bloqueio dos seios nasais.

Quais são os sintomas da sinusite?

Entre um dos principais sintomas aparentes de sinusite está a secreção nasal, que se tornar amarelada e espessa. Além disso, o paciente poderá ter:

  • Sensação de peso no rosto acompanhada de dor de cabeça;
  • Dificuldade de respirar pelo nariz;
  • Dor de garganta;
  • Perda do olfato e do paladar enquanto a doença estiver ativa;
  • Tosse seca que piora no período noturno;
  • Dor de ouvido;
  • Falta de apetite
  • Fadiga e irritabilidade.

Em alguns casos, o paciente pode ter sintomas mais graves como febre e tontura. É possível, ainda, que o quadro de sinusite seja confundido com outras doenças (como, por exemplo, a alergia) pela similaridade dos sintomas. É importante que, se os sintomas persistirem após sete dias, o paciente procure um otorrinolaringologista para identificação dos sintomas e realização do tratamento.

Realizando o diagnóstico

O otorrinolaringologista fará o exame físico de palpação dos seios nasais que irá identificar a sensibilidade na região, além de questionar o paciente a respeito do início e histórico da doença.

Para auxílio e verificação do estágio da doença, ele poderá pedir exames de imagem como endoscopia nasal, onde é inserido um pequeno tubo com uma câmera para identificar a causa da sinusite. Quando a causa da inflamação é mais profunda e não pode ser detectada apenas pela endoscopia, solicita-se a tomografia computadorizada.

Outros exames são a coleta de secreção, no qual é feita a análise de uma amostra para detectar a presença de vírus ou bactérias, que caracterizam a sinusite aguda ou a sinusite crônica. Já o teste de alergia identifica uma possível causa alérgica que não tenha sido apontada nos exames anteriores.

O médico poderá solicitar, também, exames de sangue para verificar a presença ou não de doenças que afetem a imunidade do paciente.

Tratamento da sinusite

Alguns tratamentos podem ser utilizados para aliviar os sintomas e combater a sinusite. Dentre eles estão soluções salinas que auxiliam a dissolver as secreções e tratamentos com corticoides em spray que ajudam a prevenir e tratar a inflamação (ao contrário dos corticoides ministrados oralmente, estes quase não apresentam efeitos colaterais por atingirem diretamente os seios nasais em vez de passarem pela corrente sanguínea).

O otorrinolaringologista pode optar pelo uso de antibióticos no caso de sinusite aguda. Já na sinusite crônica, muitas vezes, esse tipo de tratamento não é eficaz. Por isso ainda há a opção da realização de cirurgia, nos casos em que os sintomas resistam aos tratamentos.

A cirurgia é realizada por um endoscópio e, dependendo da fonte de obstrução, o médico pode utilizar instrumentos para remover o tecido, eliminando o bloqueio nasal e restaurando completamente a qualidade de vida do paciente.

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