Pneumologia

A inflamação torna as vias aéreas sensíveis a estímulos tais como alérgenos, irritantes químicos, fumaça de cigarro, ar frio ou exercícios. Cerca de 20% da população mundial é portadora de asma e, desses, 2,5 mil morrem anualmente só no Brasil. Embora a doença seja crônica e não tenha ainda um tratamento definitivo, a boa notícia é que hoje o paciente com asma pode levar uma vida com qualidade.

Considerada um problema de saúde pública, a patologia tem maior prevalência na infância. Os principais sintomas são falta de ar, tosse, chiado e aperto no peito. Eles ocorrem como conseqüência da liberação de certas substâncias que determinam a contração dos músculos que envolvem os brônquios, estreitando a passagem e causando dificuldade na respiração. Deflagrada por vários fatores, está freqüentemente ligada a alterações climáticas, poeira, mofo, pólen, cheiros fortes, pêlos de animais, fumo, medicamentos e alimentos. O primeiro passo para combater a asma é o diagnóstico preciso. Para detectar a doença, o paciente passa por uma criteriosa avaliação clínica, seguida de exames complementares. Podemos lançar mão, de acordo com cada caso, de teste de função pulmonar, radiografia de tórax e exame cutâneo para avaliação da resposta alérgica.

Uma vez confirmado o diagnóstico, inicia-se o tratamento. Cuidados ambientais são muito importantes quando se tem um portador de asma na família. É necessário estabelecer hábitos que visam evitar as crises. Em casa, devemos manter o ambiente arejado; não fumar; evitar carpetes, tapetes, cortinas e móveis estofados de tecido, que se constituem em depósitos de poeira; entre outros. Se a crise asmática perdurar por um ou dois dias, os sintomas se agravam. O indivíduo pode entrar em falência respiratória (o alvéolo está saturado de gás carbônico e o oxigênio não chega aos pulmões). Sem oxigênio nos pulmões, todos os órgãos também ficam comprometidos. O pulmão é o órgão do corpo responsável pela troca do gás carbônico (ar sujo) pelo oxigênio (limpo). A artéria pulmonar, que leva no sangue o ar sujo para ser substituído, envolve os alvéolos, que devem estar cheios de oxigênio para que a troca se efetive. Depois da troca, a veia pulmonar devolve o sangue com ar limpo para o coração espalhar oxigênio para os outros órgãos. Durante uma crise asmática, os alvéolos ficam muito tempo apenas com o gás carbônico. A troca gasosa não acontece.

Para aliviar a asma durante a crise, o medicamento mais usado é o broncodilatador, que vem em forma de bombinhas, injeções (esses dois lados têm efeitos mais rápidos), xaropes, cápsulas ou comprimidos. O remédio dilata os brônquios e facilita a passagem do ar. Apesar de muito usados, os broncodilatadores também são vasoconstrictores - ao mesmo tempo que dilatam os canais por onde passa o ar, eles estreitam a passagem de sangue. Isso pode acelerar os batimentos cardíacos e aumentar a pressão. Antiinflamatórios e antibióticos também são usados no tratamento e na prevenção. Durante a crise, procure manter a calma e permaneça em ambientes arejados. Falar pouco e usar roupas largas (desde que não sejam de lã) também aliviam o incômodo da crise.

Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO - http://www.portaleducacao.com.br

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