Pneumologia

O que é pneumonia?

O pulmão é um dos órgãos mais importantes do organismo humano. É através dele que o sangue é oxigenado e transportado para as demais células do corpo e é onde ocorre também o processo de eliminação de dióxido de carbono. O quadro de pneumonia é diagnosticado quando uma infecção se instala no órgão, comprometendo sua funcionalidade e debilitando extremamente o paciente.

Dados divulgados pela OMS apontam que se trata de uma doença comum, que atinge mais de um milhão de pessoas no mundo todo, causando várias mortes, principalmente em crianças e idosos. Somente por causa dessa doença morrem 70 mil pessoas por ano no Brasil, esses índices preocupantes fazem dela a terceira doença que mais mata, depois do AVC e do infarto.

Quais são as causas?

A pneumonia é um mecanismo de defesa do organismo quando ele é atacado por bactérias, fungos ou vírus que se alojam no espaço alveolar – local que não pode conter nenhuma substância que impeça o contato do ar com o sangue. Então, o pulmão tenta expelir o agente causador da infecção, criando o quadro de pneumonia.

Não é raro haver confusão entre o diagnóstico de pneumonia e de uma gripe, por exemplo, principalmente no início, quando os sintomas se assemelham bastante. Uma das condições que diferenciam as duas patologias é que o vírus da gripe é transmitido facilmente. Já o da pneumonia, não. Ela não é caracterizada como uma doença contagiosa já que tem relação direta de propagação em organismos que já estão debilitados.

Por causa das baixas temperaturas que caracterizam o inverno, nesse período a doença tende a se manifestar com maior incidência, inclusive o sistema imunológico pode ficar mais suscetível ao contágio por estar mais fragilizado nessa época do ano.

Sintomas da Pneumonia

Entre os sintomas mais frequentes que acometem os pacientes com pneumonia, se destacam febre alta, tosse, dificuldade para respirar, mal-estar, secreção, fraqueza, dor no peito, náusea e vômito e mudanças na pressão arterial.

É importante frisar que assim que os sintomas da pneumonia começarem a se manifestar, o paciente deve buscar ajuda médica especializada para sanar o problema e evitar o agravamento do quadro.

Fatores de risco

Como se trata de uma doença que compromete bastante o sistema respiratório, alguns hábitos simples do cotidiano podem agravar o quadro de quem já se encontra diagnosticado com pneumonia.

O tabagismo, por exemplo, quem o pratica tem milhares de substâncias tóxicas já liberadas no organismo, além disso, os componentes do cigarro lesam a barreira inicial de proteção dos pulmões contra as bactérias, tornando esse acesso menos restritivo. Essa prática contribui para a reação inflamatória e, consequentemente, a proliferação da infecção.

Quem consome bebida alcoólica também pode sofrer interferência no mecanismo de defesa dos pulmões. Estar constantemente exposto a aparelhos de ar condicionado, também pode facilitar o processo de infecção. Outras condições, como mudanças severas de temperatura e resfriados não curados completamente, também podem agravar o quadro de quem já se encontra com a doença.

Os idosos geram bastante preocupação quando se trata de prevenção de doenças respiratórias por causa do organismo deles que por causa da condição do envelhecimento já pode estar debilitado. Outro grupo que pode ser suscetível à propagação da doença é o das crianças. Isso pode acontecer devido ao sistema imunológico delas ainda não estar completamente habilitado para combater todos os tipos de substâncias que podem entrar em contato com o organismo humano.

Tipos de Pneumonia

Entre os diferentes tipos de doença estão:

- Pneumonia atípica: é diferente dos casos mais recorrentes por ser causada por microrganismos menos comuns e, em alguns casos, o paciente não apresenta febre.

- Pneumonia viral: ocorre quando o organismo já está debilitado em decorrência de outras doenças como HIV, doenças crônicas ou câncer.

- Pneumonia bacteriana: um dos sintomas da variação da doença que é causada por um tipo de bactéria, é grave por causa da grande dificuldade para respirar.

- Pneumonia hospitalar, quando o paciente se encontra hospitalizado e adquire algum tipo de bactéria dentro do ambiente hospitalar, ocorre com maior frequência entre os pacientes de UTI;

- Pneumonia química: causada pela inalação de substâncias tóxicas (como fumaça, agrotóxicos e produtos químicos) que dão originam o processo de infecção.

- Pneumonia decorrente de fungos: fungos específicos dão início à infecção. Geralmente, os pacientes acometidos por essa variação da doença demoram a perceber os sintomas e, por isso, demoram a procurar ajuda médica, o que debilita mais ainda o estado clínico deles.

Diagnóstico

Após identificar os sintomas da pneumonia, o paciente deve procurar um profissional especializado que irá indicar os procedimentos e exames necessários para confirmar o diagnóstico. Eles podem ser: exames de sangue, radiografias do tórax e exames clínicos feitos no próprio consultório como auscultação pulmonar.

Tratamentos disponíveis

Ao constatar que se trata de um caso de pneumonia, o médico poderá optar por submeter o paciente ao uso de antibióticos e o quadro clínico, nos casos mais comuns, pode melhorar em menos de uma semana. Já para os casos mais graves, o médico pode requerer a internação do paciente. No geral, isso acontece com pessoas idosas, que tem febre alta, ou já estão com comprometimento de algum órgão (condição que pode ter sido provocado pela própria pneumonia).

Prevenção

Além de evitar as situações que fazem parte dos fatores de risco, outra forma muito eficaz de combater a doença é a vacina. Existem três tipos delas no Brasil. Elas são obrigatórias para todas as crianças a partir dos cinco anos, indicadas para quem tem mais de 50 anos e possui doenças crônicas e todos com mais de 60 anos.

Práticas simples como lavar sempre as mãos, não fumar, evitar ambientes secos no inverno, se precaver de gripes e resfriados e, no caso de adquiri-los, tomar as devidas precauções até se curar completamente, podem evitar casos de pneumonia.

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