Psicologia

O que é a anorexia?

Todo o ano, principalmente com a aproximação do verão, academias lotam de pessoas em busca do corpo perfeito. Esse objetivo quando aliado a hábitos saudáveis que englobam alimentação balanceada e prática de exercícios, trás vários benefícios à saúde. O problema é quando essa busca se torna uma obsessão. É assim que muitas pessoas começam a desenvolver distúrbios alimentares como a anorexia.

Quem desenvolve o distúrbio passa a não querer se alimentar, ou quando o faz, come pouquíssimo e emagrecer se torna uma preocupação permanente mesmo quando o peso é o ideal ou está abaixo dele. O problema é acompanhado por disfunções psicológicas e faz com que as pessoas que o possuam abusem de dietas, exercícios e até utilizem outros métodos com o objetivo de emagrecer, como tomar remédios e se submeter a dietas pouco convencionais, na maioria das vezes sem a supervisão de um especialista. Tudo porque o próprio paciente, quando enquadrado com anorexia, não consegue aceitar o corpo dele como é.

Causas

Ao se olhar no espelho, o paciente tem uma visão distorcida do próprio corpo, enxergando-se muito além do peso em níveis exorbitantes. A ansiedade em resolver o problema o leva a tomar medidas drásticas em busca de solucioná-lo rapidamente. Ao deixar de ingerir nutrientes e calorias – muitas delas necessárias para o desenvolvimento e bom funcionamento do corpo humano – a anorexia pode acarretar uma série de problemas como desnutrição, desidratação e em casos realmente extremos, pode levar à morte. Dados apontam que dos pacientes que apresentam o distúrbio, 10% deles chegam a óbito. Outro ponto importante a ser observado é que ela pode aparecer novamente em pessoas que já foram curadas.

Embora não apresente causa concreta, o surgimento dela é mais comum no período da adolescência, o que muitas vezes é associado à pressão social pela imposição de um padrão de beleza no qual os jovens precisam se adaptar e acabam não medindo as consequências. Pode acontecer, ainda, de alguns hormônios serem responsáveis pela manifestação da doença no organismo.

Por fim, os que apresentam quadro de anorexia, caem na armadilha da busca pelo corpo perfeito. Problema que pode, frequentemente, estar aliado a outros transtornos como ansiedade e depressão.

Sintomas

Por se tratar de uma doença que tem impacto direto na aparência, pessoas com anorexia desenvolvem mudanças perceptíveis por causa da perda de peso e são, inclusive, acompanhadas por outros fatores de cunho psicológico, como: receio absurdo de engordar; não se contentar com o peso ideal e ter uma imagem distorcida do próprio corpo; ingerir pouca ou quase nenhuma comida; tomar medicamentos por conta própria e sem acompanhamento médico, como laxantes e diuréticos; depressão; ansiedade; e baixa resistência imunológica.

Além disso, esse distúrbio alimentar pode estar acompanhado por outro: a bulimia. Nela, logo que a pessoa ingere o alimento tenta expeli-lo, provocando vômitos e tomando laxantes.

De acordo com apontamento realizado por estudos, fatores genéticos também podem estar ligados à bulimia. Ter um parente com a doença pode levar à manifestação de algum tipo de distúrbio alimentar. A falta de serotonina no organismo também pode ter relação com o aparecimento do distúrbio.

Quando questionadas, as pessoas com anorexia muitas vezes não admitem a gravidade do problema, por isso, a vontade de melhorar delas mesmas se tornam, muitas vezes, o maior obstáculo a ser vencido. Nesse aspecto, o acompanhamento com um psicólogo em conjunto com apoio familiar, torna-se fundamental.

Quem se enquadra no grupo de risco

Basta que a busca pelo corpo perfeito se torne uma obsessão para se enquadrar no grupo de risco da anorexia. Ela se torna um problema quando o organismo atinge altos níveis de defasagem de nutrientes importantes e começa a se tornar debilitado. É aí que o quadro realmente se agrava.

Nesse âmbito, os mais afetados são: mulheres; pessoas que trabalham com a exposição do corpo, como modelos, atores e apresentadores; histórico familiar; entre outras situações.

Como diagnosticar?

Assim que for encaminhado ao especialista, o médico irá procurar sinais de desnutrição no paciente com anorexia, avaliando altura, peso e batimentos cardíacos. Ele pode pedir exames, para avaliar o funcionamento dos órgãos como fígados, rins e tireoide, para verificar os danos ocasionados nos próprios órgãos pela perda de peso. Síndromes e doenças que podem estar relacionadas à perda radical de peso também devem ser desconsideradas pelos médicos no momento do diagnóstico.

Em casos avançados da doença, os anoréxicos podem experimentar inchaços pelo corpo, enfraquecimento ósseo, arritmia cardíaca, altos níveis de desnutrição e desidratação, problemas na tireoide e até convulsões.

Tratamento

Por se tratar de um problema psicológico e comportamental, a família tem papel fundamental no tratamento do paciente para a cura total da anorexia e de todos os problemas que a envolvem. Além disso, ele também deve ser feito em conjunto com uma série de acompanhamentos por médicos de várias especialidades que procuram solucionar o mal pela raiz, como psicólogos e nutricionistas.

O objetivo é tirar a ideia distorcida que o paciente tem de si mesmo e fazer com que ele lide de forma natural com a questão do peso. Por isso, o foco está na recuperação do peso ideal e em normalizar os hábitos alimentares. Cada caso deve ser analisado individualmente, por ter diversos fatores que podem contribuir para o agravamento do problema. Cabe ao especialista indicar medicamentos que diminuam os sintomas dos pacientes e façam com que, gradativamente, eles voltem a ter uma vida saudável. O ideal é que a anorexia seja identificada precocemente para que o problema seja tratado o quanto antes sem a manifestação de nenhum tipo de sequela.

Sob nenhuma circunstância é indicado ao paciente com anorexia usar a automedicação, ou mesmo interromper o uso dos medicamentos sem orientação médica. Essa intervenção pode agravar mais ainda o quadro do paciente.

É importante lembrar que o controle ideal do peso varia conforme o metabolismo de cada um e, mesmo sem apresentar nenhum tipo de distúrbio, deve ser acompanhado esporadicamente por um profissional devidamente capacitado – endocrinologista, nutricionista, nutrólogo, etc. - que identificará possíveis fatores de risco e irá tomar as medidas necessárias de acordo com cada diagnóstico, sugerindo medicamentos e procedimentos benéficos para os pacientes.

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