Psicologia

O que é?

O transtorno obsessivo-compulsivo, popularmente conhecido como TOC, é um distúrbio psiquiátrico caracterizado por dois padrões: as obsessões e as compulsões. As obsessões são distinguidas por imagens e ideias constantes, que o paciente não é capaz de evitar. Já as compulsões envolvem atitudes feitas para “cortar” os quadros de obsessão, tal como lavar as mãos inúmeras vezes (compulsão) por achar que elas estão contaminadas (obsessão).

O TOC é classificado como doença que impossibilita o indivíduo de realizar atividades diárias: segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) o transtorno obsessivo-compulsivo está entre as dez maiores causas de incapacitação.

Existem duas classificações para o TOC: o transtorno obsessivo-compulsivo subclínico e o transtorno obsessivo-compulsivo. No primeiro o paciente possui a obsessão e a compulsão, porém não de modo extremo. Já no segundo caso, o paciente age compulsivamente para aliviar os quadros de obsessão.

O transtorno obsessivo-compulsivo costuma ser mais comum em crianças e em jovens até os dezoito anos. Já em adultos com mais de 40 anos, os quadros de TOC costumam ser mais raros. Na infância a doença se manifesta mais em crianças do sexo masculino, e nos adultos ela apresenta praticamente a mesma proporção de casos entre homens e mulheres.

Quais as causas?

As causas do transtorno obsessivo-compulsivo não são completamente conhecidas, isso porque o TOC é uma doença multifatorial. Dentre as causas estão aspectos cerebrais, genéticos, biológicos, e até fatores externos, como o tipo de educação recebido é capaz de induzir o paciente a ter o TOC.

Além disso, o transtorno obsessivo-compulsivo pode estar relacionado a acidentes cerebrais e a doenças neurológicas, tais como traumatismos cranianos, derrames, mal de Parkinson e febre reumática, por exemplo.

Quais são os sintomas do Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC)?

Os sintomas do TOC são variados e podem estar relacionados com aversão à sujeira; necessidade de organizar objetos de maneira metódica; ter pensamentos agressivos, sexuais, ou religiosos negativos; acumular objetos; sentir vontade de limpar lugares e objetos obsessivamente; lavar as mãos com grande frequência por achar que elas estão contaminadas; repetir alguma sequência de movimentos por inúmeras vezes, entre outras ações.

Também entram na classificação de transtorno obsessivo-compulsivo doenças como a tricotilomania (compulsão por arrancar os próprios cabelos); tiques (repetir algum movimento físico com frequência excessiva como piscar os olhos, mexer a boca, etc.); Transtorno de Tourette (tiques motores ou vocais, comum em crianças); e a hipocondria (preocupação com doenças e uso excessivo de medicamentos).

Os sintomas do TOC podem ser diversos e um paciente pode apresentar vários deles. Outra característica da doença é que, ao longo do tempo, eles se alternam: alguns sintomas podem desaparecer com o tratamento, enquanto outros podem surgir com mais gravidade.

Como é feito o diagnóstico?

Para o diagnóstico do TOC, o próprio paciente pode ser capaz de identificar comportamentos relacionados com os sintomas da doença, isso porque muitas vezes os sintomas não são claramente identificáveis e são, em sua dominância, psicológicos.

Um paciente é diagnosticado com TOC quando os quadros de obsessão ou compulsão atrapalham a rotina, afetando a vida social e profissional, além de também poder estar relacionado a alterações físicas (como nos quadros de tricotilomania, por exemplo).

Quais são os tipos de tratamento disponíveis?

O tratamento para o transtorno-obsessivo compulsivo é feito com medicamentos e terapia cognitivo-comportamental (TCC). Os medicamentos utilizados são antidepressivos que costumam surtir efeito em um prazo médio de três meses. A terapia cognitivo-comportamental basicamente tem por função expor o paciente aos quadros que geram o TOC, tratando a causa da doença ao diminuir os quadros de ansiedade e desconforto causados. Os medicamentos associados à terapia cognitivo-comportamental costumam obter resultado, porém, é importante lembrar que há chance de recaídas ou de agravamento dos sintomas, principalmente em casos onde só os remédios são utilizados.

Mais Informações

Em alguns casos o tratamento do TOC pode durar a vida inteira, em outros, o remédio pode ser retirado gradualmente, por isso, o papel da família no tratamento do paciente, seja ele adulto ou criança, é fundamental.

Os familiares podem ajudar a identificar os sintomas da doença e, durante o tratamento, para que o paciente consiga evitar os quadros de obsessão e compulsão, ajudá-lo a realizar as tarefas e o apoiá-lo em casos de retrocesso ou recaídas.

O transtorno obsessivo-compulsivo pode ainda ter ligações com outras doenças, tais como a depressão, o transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) e o autismo. Nas crianças com autismo, o TOC está relacionado em 6% a 10% dos casos. Já em relação à depressão, os portadores de TOC têm uma tendência até treze vezes maior de ter depressão do que aqueles que não têm o transtorno obsessivo-compulsivo. Em crianças que apresentam TDAH, o TOC costuma ser mais frequente e mais grave.

O paciente por muitas vezes oculta os sintomas por achar que algo está errado, o que pode agravar a doença. Durante o tratamento de transtorno obsessivo compulsivo haverá o uso de medicação. Caso haja suspeita de TOC, a medida a ser tomada é consultar um médico especialista no assunto: evite qualquer tipo de automedicação.

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