Reumatologia

O que é artrose?

Derivada da palavra grega artros (que significa articulação) e do latim ose (que quer dizer desgaste), já dá para se ter uma ideia dos sintomas dessa patologia que afeta milhares de pessoas no mundo todo e ainda não possui cura, somente pela a análise morfológica da palavra. Um quadro degenerativo que pode se tornar crônico e é acompanhada por dor, inchaço, rigidez articular e dor nas juntas. Quem sofre com esse mal tem, inclusive, dificuldade para realizar até mesmo os movimentos mais simples como caminhar, por exemplo.

Também conhecida como osteoartrite, ela danifica não só os ossos, mas também as juntas, ligamentos e a membrana e o líquido sinovial (um líquido transparente e viscoso que tem a função de lubrificar as articulações). É uma doença degenerativa que tende a piorar progressivamente com o passar dos anos.

Dados divulgados pelo Ministério da Saúde apontam que ela afeta 15 milhões de pessoas somente no Brasil. Embora ela seja comum, precisa de tratamento e acompanhamento porque reduz consideravelmente a qualidade de vida dos pacientes que sofrem com esse mal, sendo a patologia que gera mais incapacidade para o trabalho e a causa mais frequente de dor no sistema muscular e esquelético. De acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia, ela é responsável por 7,5% dos afastamentos de trabalho.

Engana-se quem pensa que a doença está associada tipicamente a idosos. O processo de desgaste articular tem início após os 28 anos, podendo ser ainda mais precoce de acordo com o esforço ao qual o organismo for submetido.

Quais são as causas?

Existem dois tipos de osteoartrite que acontecem, principalmente, porque as células do tecido cartilaginoso não se regeneram: a primária e a secundária. A primária pode acometer qualquer articulação e começa com um pequeno atrito nos ligamentos dos ossos e causando dor nas juntas que, conforme avança, acaba destruindo completamente a cartilagem. Esse atrito pode acontecer por causa do excesso de carga ou impacto que pressiona os ossos por isso é mais comum nas articulações que sustentam o peso do corpo como o quadril e os joelhos.

Um dos fatores que contribuem para a artrose é o envelhecimento. Com o passar dos anos, o líquido e a membrana sinovial já sofrem desgaste natural, por causa do uso constante dos membros. Em casos crônicos o paciente perde totalmente a cartilagem, o que gera atrito direto com o osso e causa dor nas articulações.

Já a secundária, pode ter várias causas porque se caracteriza como uma consequência de alguma outra patologia que o paciente possui. Essas doenças podem ser defeitos nas próprias articulações, alterações no metabolismo ou doenças hereditárias (as anomalias congênitas).

Outros fatores que podem colaborar com o aparecimento da osteoartrite são obesidade, lesões causadas por repetição, cirurgia realizada nas articulações, gota (doença que se desenvolve com o acúmulo de ácido úrico no sangue e causa inflamação nas articulações), artrite reumatoide, diabetes e outras disfunções hormonais.

A artrose acomete com maior frequência os joelhos, coluna verterbral (que causa dor no pescoço, dorso, região lombar e dor nas juntas) e os dedos das mãos (provocando a formação de nódulos e causando deformações nas articulações).

Grupo de risco

Entre os fatores que contribuem para o aparecimento da doença está o envelhecimento, afetando mais de 70% das pessoas com 75 anos ou mais. Além disso, as mulheres, principalmente após o período de menopausa, são mais propensas a desenvolver doenças ligadas às articulações.

São enquadradas no grupo de risco também, pessoas que tiveram lesões nas articulações causadas por acidentes ou pela prática excessiva de esportes (ultrapassando os limites fisiológicos). Pessoas obesas também fazem parte no grupo de risco por aumentar a pressão sobre as articulações.

A genética também pode contribuir para o aparecimento da doença. Filhos ou netos de pessoas que tiveram artrose, também podem adquirir a doença.

Sintomas da artrose

O principal sintoma da doença é a dor nas articulações que tornam difíceis até os movimentos mais simples, perda de mobilidade e, ainda, inchaço, vermelhidão e rigidez articular que pode ocorrer após longos períodos de inatividade. Os sintomas variam de acordo com o caso do paciente. Alguns podem ter ausência de sintomas apesar do desgaste ósseo apresentado na radiografia, outros podem ter as funções completamente limitadas por causa da intensidade da dor nas articulações.

Como diagnosticar

A partir do momento que a dor foi identificada, é preciso buscar ajuda de um profissional especializado para o tratamento dos sintomas. Ele irá realizar o exame físico que testará a capacidade do movimento articular, verificando sensibilidade e sintomas aparentes como inchaço e nódulos no caso das mãos.

Exames de imagem e laboratório podem auxiliar no diagnóstico como raio-X e ressonância magnética (que utiliza ondas de rádio para produzir imagens detalhadas dos ossos e tecidos moles), através deles pode-se observar o grau de comprometimento da cartilagem. Exames de sangue e que medem a qualidade e quantidade de líquido sinovial também podem auxiliar no diagnóstico excluindo outras possíveis patologias.

No exame de análise do líquido articular, uma agulha extrai o líquido da articulação afetada e, em seguida, esse líquido é analisado para diagnosticar as possíveis causas da infecção.

Tratamento

Ainda não existe na medicina uma forma de regenerar o tecido cartilaginoso, o tratamento é realizado no intuito de atenuar a dor, diminuindo a rigidez articular, mantendo os movimentos. Os médicos podem prescrever analgésicos e anti-inflamatórios. Além disso, ortopedistas e reumatologistas às podem combinar tratamentos utilizando fisioterapias, terapia ocupacional e hidroterapia que possibilitam uma combinação de exercícios para fortalecimento muscular, aumentando a amplitude do movimento e diminuindo a dor.

Em casos específicos, pode ser necessária a realização de procedimentos cirúrgicos. A osteotomia é indicada para fazer o realinhamento dos membros afetados. Através dela, o peso do corpo é deslocado da área desgastada, diminuindo o impacto nos ossos. Outra possível intervenção é a cirurgia de substituição articular onde a área afetada é substituída por próteses de plástico ou metal. Entretanto, é importante ressaltar que podem existir riscos como trombose e outras infecções.

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