Reumatologia

 

A fibromialgia é uma síndrome que causa dor por longos períodos com sensibilidade nas articulações, músculos, tendões e em outros tecidos moles. Em resumo, trata-se de dor generalizada. Especialistas apontam que ela está ligada diretamente à fadiga, distúrbios do sono, dores de cabeça, depressão, ansiedade e alterações na memória. Pesquisadores acreditam ainda que a doença esteja diretamente ligada a um descontrole na forma como o cérebro processa os sinais de dor.

Ela tem como característica ser uma das doenças reumatológicas mais frequentes e, apesar de ser bastante comum, causa dor crônica, além de ser altamente incapacitante e ainda não ter cura.

A fibromialgia ganhou bastante notoriedade após a artista internacional Lady Gaga apresentar a doença. Por conta disso, ela precisou cancelar vários shows que faria em turnê internacional na América do Sul e Europa, inclusive as apresentações no Brasil.

Quem sofre com a fibromialgia também pode apresentar dores de cabeça, tensional, síndrome do intestino irritável, ansiedade e depressão.

Quais são as causas da fibromialgia?

Apesar das causas dessa doença ainda serem desconhecidas, os sintomas podem começar após um trauma físico, alguma cirurgia, infecção ou tensão psicológica significativa. Em alguns casos os sintomas se acumulam ao longo do tempo e podem desencadear de forma repentina, sem que seja possível distinguir os fatos geradores da doença. Estatisticamente, as mulheres têm dez vezes mais chances de desenvolver fibromialgia, pois a cada dez pacientes afetados, de sete a nove são mulheres.

O surgimento da doença acontece geralmente entre os 30 e 60 anos, mas em alguns casos podem surgir em idosos, crianças e adolescentes. Embora ainda não seja identificada uma causa específica, ela envolve vários fatores, que juntos podem desencadear a doença. Uma das causas apontadas pelos especialistas pode ser genética, já que casos de fibromialgia tendem acometer membros da mesma família.

Algumas infecções também podem causar ou agravar o quadro de fibromialgia, bem como o transtorno de estresse pós-traumático que também é associado à fibromialgia. Infecções por vírus e doenças autoimunes também podem estar entre as causas.

Sintomas

O que acontece no organismo de quem sofre com fibromialgia é uma dor generalizada, os próprios pacientes se referem a ela como uma dor difícil de descrever. No geral, não é forte nem aguda, mas se trata de uma dor constante com duração de, pelo menos três meses. Outro sintoma bastante comum é a fadiga. A sensação de acordar cansado é típica de quem sofre com a doença, mesmo após ter dormido por várias horas. O paciente também pode apresentar pernas inquietas, palpitações, dificuldades para se exercitar e apneia do sono.

Quem sofre com a doença pode se queixar também de dificuldades cognitivas, incluindo perda de memória, falta de concentração e raciocínio, assim como problemas de linguagem como dificuldade para se recordar ou falar. Outros sintomas podem ser ainda depressão, dores de cabeça ou cólicas.

Alterações bruscas de humor como irritação e tristeza são as queixas de 70% dos pacientes que sofrem com fibromialgia, já a depressão aparece em 30% dos casos. Os sintomas da depressão podem ser facilmente confundidos, por isso é preciso que assim que os sintomas forem detectados, o paciente se submeta ao tratamento indicado pelo médico reumatologista o mais rápido possível.

As dores de origem emocional atingem o sistema musculoesquelético e são refletidas na região da coluna cervical, coluna, cotovelos, nádegas, joelhos, bacia além dos pacientes também relatarem que sofrem por conta da fadiga.

Fatores de risco

Entre os fatores que podem favorecer o surgimento da doença estão:

- Sexo (por ser mais frequente em mulheres do que homens);

- Histórico familiar da doença;

- Paciente que sofre com outros transtornos como artrite reumatoide ou lúpus (doença sofrida pela cantora Lady Gaga).

Diagnóstico da doença

O diagnóstico é feito clinicamente, principalmente através do histórico de sintomas do paciente já que se trata de uma dor generalizada que acomete várias partes do corpo. Para auxiliar o diagnóstico, o médico reumatologista pode solicitar exames de sangue que irão apontar, principalmente, a presença de outras doenças que desencadeiam a fibromialgia.

No exame físico para comprovar a doença, o médico reumatologista poderá realizar a palpação nos pontos específicos que a fibromialgia atinge. Além disso, a dor deve ser recorrente e estar presente constantemente por mais de três meses. As queixas de dor generalizada acontecem quando os lados esquerdo e direto do paciente acima e abaixo da cintura são atingidos.

Tratando a fibromialgia

Como ainda não existe uma cura específica para a doença apontada pela medicina, o tratamento envolve medicamentos e cuidados para amenizar os danos causados pela doença, evitando a incapacidade física e melhorando a qualidade de vida dos pacientes.

O tratamento envolve fisioterapias, programas de exercícios e preparos físicos, metodologias que aliviem o estresse, e incluem massagens e técnicas de relaxamento e terapias cognitivas comportamentais.

Terapias também podem entrar como parte do tratamento. Como a doença se trata, em grande parte, de estar diretamente ligada a cunho emocional as terapias podem auxiliar o paciente a lidar com pensamentos negativos, manter certo equilíbrio entre as manifestações e dores causadas, reconhecendo as fraquezas emocionais que agravam os sintomas, bem como praticar atividades prazerosas.

Hábitos saudáveis diários também são importante. Seguir uma dieta balanceada, evitando cafeína, mantendo rotina de descanso para melhorar a qualidade do sono, e se tratar com técnicas de acupressão e acupuntura ajudam o paciente.

É extremamente importante que, assim que sentir algum tipo de sintoma, o paciente procure imediatamente um médico. O especialista irá direcioná-lo ao melhor tratamento, tanto de medicamentos quanto de terapias alternativas. Tudo isso influencia na melhora da qualidade de vida do paciente controlando e amenizando os sintomas.

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