Urologia

O que é?

O Cálculo Renal é uma doença muito comum que atinge os rins e o canal urinário e que é popularmente chamada de pedra no rim. Essas tais pedras no rim, na verdade, se tratam de pequenos cristais presentes na urina que se acumulam na região, formando uma massa sólida e causando dor intensa.

Existem diversos tipos de cristais que podem acarretar o cálculo renal. Os mais comuns são: de cálcio, que também podem aparecer combinados a outras substâncias e costumam afetar principalmente pessoas entre 20 e 30 anos; estruvita, bastante comuns em pacientes com infecção urinária e preferencialmente em mulheres; cistina, que podem aparecer em pessoas que possuem cistinúria; e ácido úrico, que ocorre principalmente em homens com ácido úrico elevado.

Apesar de geralmente ser muito dolorido, o cálculo renal também pode não se manifestar por meio de sintomas. É importante ficar atento e procurar eliminar pedras no rim inclusive nesses casos, já que obstrução prolongada do canal urinário e dos rins pode acabar causando doenças ainda mais graves, como é o caso da Insuficiência Renal aguda ou crônica e ainda da Nefrite.

Quais as causas?

Como explicado, as pedras no rim podem ser formadas por diferentes tipos de substâncias. Isso acontece quando nossa urina apresenta uma quantidade muito maior do que o normal dessas substâncias específicas. Ou ainda, em alguns casos, quando há falta do elemento responsável por impedir que esse cálcio, estruvita, cistina, cistinúria ou outros tipos de cristais se agrupem.

Qualquer um desses dois fenômenos pode provocar a aglomeração das substâncias na região dos rins ou em qualquer local do canal urinário, e acabar formando as pedras nos rins, causando desconforto, dor no rim e até dor intensa nas costas.

Qual o Grupo de Risco?

Há algumas situações e fatores que são considerados de risco para o cálculo renal ou pedra no rim e por isso exigem atenção e cuidado dobrados. Fazem parte do grupo de risco todas as pessoas com histórico familiar de pedras nos rins ou doença renal, pessoas com mais de 40 anos – embora seja importante ressaltar que o cálculo renal pode atingir também os mais jovens – e principalmente homens, pessoas obesas, com doenças intestinais ou no trato urinário, que possuem dietas ricas em proteína e ainda pessoas que mantenham hábitos não saudáveis, como beber pouca água, ingerir muito sal ou açúcar.

Quais os sintomas das pedras nos rins?

Quando ainda estão nos rins, é comum que as pedras não provoquem nenhum tipo sintoma. Eles são sentidos, geralmente, apenas quando as pedras tentam sair dos rins e acabam obstruindo o canal urinário. A partir desse momento, os pacientes costumam sentir dor intensa nas costas, principalmente na lombar, abdome, em toda a região genital e também dor no rim. Essas dores costumam ainda aparecer como cólicas, ou seja, que em alguns momentos chegam a diminuir bastante ou até sumir e em outros aparecem com bastante intensidade.

Também é possível que o paciente sinta enjoo, um desejo maior de urinar embora não consiga expelir muita urina e ardência no ato. Pode ainda aparecer sangue na urina e muitas vezes o enjoo chega a provocar vômitos.

Diagnóstico

Como nem sempre a doença se manifesta através de sintomas, é recomendável que todas as pessoas e, principalmente, as que fazem parte do grupo de risco realizem exames de rotina para verificar a situação dos rins e de todo o canal urinário, junto de um acompanhamento médico. Caso esteja sentindo dor intensa nas costas, dor no rim ou qualquer um dos outros sintomas listados acima, é importante que o paciente procure por um médico especialista imediatamente, a fim de evitar maiores complicações ou ainda que esses sintomas se intensifiquem.

O paciente deve relatar todos os sintomas ao médico, assim como o histórico familiar, no caso de possuir algum, ou pessoal, como possíveis doenças renais, intestinais ou mesmo infecções urinárias. Todas essas informações, junto dos exames, vão ajudar a identificar as causas e riscos, além do local exato dos cristais e o tratamento mais indicado.

Tratamentos disponíveis

O tratamento vai depender do histórico de cada paciente, do diagnóstico preciso e dos riscos específicos de cada situação, mas existem dois principais diferentes caminhos a serem seguidos. Primeiro, no caso de pedras menores que podem ser expelidas sozinhas, pelo próprio organismo, e de pacientes com menos riscos, é possível que o tratamento seja feito por meio de medicamentos analgésicos e algumas recomendações, como beber muita água.

Para pedras maiores, que podem trazer muitos riscos ao paciente se forem expelidas pelo próprio organismo, serão necessários métodos pouco mais invasivos, mas muito simples e seguros, desde que realizados por profissionais adequados. Existem quatro diferentes maneiras de eliminar pedras no rim clinicamente: por meio de Litotripsia extracorpórea, que usa ondas de choque eletrohidráulicas; Eretroscopia, em que o médico insere uma espécie de tubo bem fino na uretra; Traqueostomia percutânea, em que ocorre uma pequena cirurgia onde as pedras são retiradas por um pequeno corte que é feito nas costas do paciente; e, por fim, a cirurgia das glândulas paratireoides.

Mais informações e prevenção

Qualquer que seja o método de tratamento recomendado pelo médico, de acordo com cada diagnóstico, é importante lembrar que nenhum medicamento ou cirurgia substitui a prática de hábitos saudáveis, como ingerir mais água. A recomendação é válida tanto durante o tratamento, para ajudar a eliminar pedras no rim ou até para evitar reincidências, quanto na prevenção do cálculo renal.

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