Urologia

 

É comum associar o médico urologista aos homens, mas ao contrário do que muitos acreditam essa não é uma especialidade exclusiva do público masculino. Poucos sabem, mas o médico urologista pode ser fundamental também quando se trata da saúde das mulheres.

Geralmente, essa associação acontece porque as pessoas acreditam urologistas tratam somente dos homens, assim como os ginecologistas cuidam de mulheres. Entretanto, nos homens, o médico urologista cuida dos órgãos genitais e urinários, enquanto nas mulheres ele analisa apenas o trato urinário.

Estatisticamente, o público feminino é mais propenso a ser diagnosticado com problemas no trato urinário, o que inclui os rins, a bexiga e a uretra. Isso acontece porque nas mulheres, a musculatura que dá sustentação aos órgãos pélvicos é mais frágil, o aparelho esfincteriano mais delgado e a uretra mais curta. Outra diferença fisiológica é que o músculo estriado que forma um pequeno anel em volta da uretra é mais fino nas mulheres do que nos homens (neles, esse músculo é mais espesso e forte).

Além das características fisiológicas, o aumento de peso na região abdominal e no útero, decorrentes da gravidez, também podem contribuir para situações de incontinência urinária no futuro. Outro fator que pode contribuir para a manifestação dessa doença é a presença da cabeça fetal na pelve, que pode ocasionar flacidez na musculatura.

Por haver maior incidência de infecções e incontinência urinária nas mulheres, médicos urologistas são fundamentais no diagnóstico precoce das doenças que acometem o trato urinário feminino. Entretanto, a falta de informação faz com que, muitas vezes, elas cheguem ao urologista quando o problema já está mais grave ou por ainda não terem um diagnóstico específico.

Doenças femininas tratadas por urologistas

Entre as doenças mais frequentes nas mulheres podemos destacar algumas que são especialidades dos urologistas, como: incontinência urinária, infecção urinária, bexiga hiperativa, cistite intersticial e pedra nos rins. Abaixo abordaremos um pouco mais sobre cada uma dessas doenças.

Incontinência urinária: é caracterizada pela perda involuntária de urina. É mais recorrente nas idosas, mas pode acontecer também em mulheres por volta dos 40 anos. Isso porque, após a menopausa, quase metade das mulheres sofrem por causa de problemas na bexiga. Outro dado importante para que as mulheres se previnam é que após os 60 anos, aproximadamente 20% delas terá incontinência urinária.

Infecção urinária: ocasionada por bactérias, fungos ou vírus, esses micro-organismos se alastram pelo aparelho urinário e, se não forem tratados de forma adequada, podem comprometer desde a bexiga (causando cistite) até os rins (causando pielonefrite, ou seja, uma inflamação séria nos rins que, dependendo da gravidade, pode gerar insuficiência renal).

Bexiga hiperativa: quando acometida por essa doença, a paciente sofre com vontade incontrolável de urinar. Proporcionalmente, ela acomete duas mulheres para cada homem.

Cistite intersticial: acontece devido a uma inflamação crônica causada na bexiga. A doença também é conhecida como síndrome da bexiga dolorosa (porque nela a paciente sente dor constante na pélvis). Nesse caso, o urologista pode indicar tratamento com medicamentos, incluindo restrições alimentares e, se necessário, realizar procedimentos cirúrgicos.

Pedra nos rins: uma das principais causas do surgimento dos cálculos no sistema renal se dá por causa da alimentação. Sabe-se que alimentos ricos em proteína, sal e hidratos de carbono contribuem para o surgimento desses elementos. Quando a pedra nos rins não é expelida pelo próprio organismo, o tratamento é cirúrgico.

Embora as consultas com urologistas para as mulheres não tenham periodicidade determinada, elas devem procurar o especialista sempre que detectarem algum tipo de problema urinário. Principalmente em casos de acompanhamento de algum tipo de tumor nos rins ou na bexiga.

Urologistas para os homens

Passar em consulta com urologista deveria se tornar um hábito entre os homens, independentemente da faixa etária. É importante que eles realizem essa prevenção para que possíveis doenças sejam detectadas precocemente.

Geralmente, os homens só vão ao urologista quando sentem algum tipo de sintoma e ainda incentivados por esposas ou as filhas, mas é importante que haja um acompanhamento, já que em cada uma das faixas etárias há uma necessidade diferente.

Dos 3 aos 5 anos: os médicos irão avaliar a necessidade de realizar a cirurgia para remoção da fimose.

Dos 12 aos 18 anos: o urologista vai verificar e avaliar o desenvolvimento dos órgãos genitais e trabalhar com o paciente para que haja prevenção, ou até mesmo tratamento de DST’s (doenças sexualmente transmissíveis). Ele também irá avaliar possíveis disfunções miccionais (dificuldades no armazenamento ou esvaziamento da urina).

Dos 20 aos 49 anos: as visitas ao urologista são importantes para manter a prevenção de doenças e iniciar também a prevenção ao câncer.

Dos 40 aos 45 anos: os homens devem frequentar o urologista anualmente, principalmente aqueles que tiveram incidência de algum tipo de câncer na família. A partir desse período os homens começam a prevenção contra o câncer de próstata.

Esse tipo de câncer é o terceiro mais comum no mundo e o que mais acomete os homens. Alguns sintomas que podem indicar a presença dele são: dificuldade e ardência ao urinar; sensação de que a bexiga ainda está cheia mesmo após urinar; urina escura; dor ao ejacular; e sêmen com coloração escura.

Em estágio avançado, é possível que o paciente sinta dor nos ossos, o surgimento de infecções e até mesmo a compressão da uretra. Esses sintomas são sinais de que a doença já está se espalhando pelo organismo. Como ela quase não manifesta sintomas quando está em sua fase inicial, é importante que nessa faixa etária os homens realizem o exame de toque retal periodicamente.

A partir dos 50 anos, além de manter essa prevenção contra as doenças, o urologista pode auxiliar no tratamento de crescimento benigno da próstata, surgimento de problemas na bexiga ou nos rins, realizar a prevenção de câncer no intestino e, ainda, tratar ou prevenir disfunções sexuais.

É importante que os pacientes em qualquer faixa etária, realizem essa prevenção, pois em fase inicial qualquer doença se torna mais responsiva a tratamentos e, consequentemente, aumentam as chances de cura.

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